Qualquer coisa que você faça sem vontade, sem entusiasmo, vai repercutir em seu corpo físico, ninguém escapa e não adianta dizer que não é assim ou que “comigo é diferente”. Se for diferente, pode ser para pior, bem pior... Quem trabalha ou estuda, por exemplo, sob pressão de uma obrigação, não faz o trabalho bem-feito e não aprende devidamente a lição. Faz sentido. As “endorfinas” da vida, as “serotoninas” do entusiasmo rareiam no sangue dos embotados, dos enfastiados dos estudos ou do trabalho. Isso provoca distúrbios circulatórios, preguiça mental e um cansaço que a pessoa não saberá de onde vem... Vem do embotamento existencial, da falta de entusiasmo. Consequências mais imediatas são o mau humor caseiro, as brigas por qualquer coisa, uma pré-disposição para doenças oportunistas que passariam batidas pela pessoa fosse ela uma entusiasta do trabalho, dos estudos, de suas obrigações, enfim. Aliás, a palavra obrigações perde o sentido quando falamos de pessoas que gostam do que fazem, do trabalho, dos estudos, do que for, não são obrigações para essas pessoas, são prazeres. Desarmonias no trabalho costumam produzir desarmonias na vida familiar e desarmonias familiares produzem maus momentos no ambiente de trabalho, é um círculo nada virtuoso. Para a boa produtividade no trabalho e o bem-estar em casa, o melhor de tudo é casar por amor com o trabalho e obviamente também casar por amor com alguém... Pode parecer bizarrice essa expressão – casar por amor com alguém... O que mais há hoje são casamentos por equívocos, são “desejos”, são vontades sexuais de momento confundidas com amor... Haja vista, e como exemplo, a má vontade dos homens de hoje em casar, eles querem é se ajuntar com a garota, e elas, burras, aceitam. E vivem dizendo por aí que estão casadas, não estão, estão é “amigadas”... Trabalho e vida familiar precisam andar de mãos dadas. É muito raro esse “casamento”. Na aparência, sim, parece que os jovens são espertos e estão numa boa. Não os quero magoar e dizer que a geraçãozinha que anda por aí cai de quatro e pasta. Confundem correr os dedos por um teclado (o que qualquer atrasado da mente faz) com inteligência. Coitados. Dá nisso que anda por aí, infelicidades, depressões, drogas, divórcios e trabalhos gemidos, malfeitos. Arre!