Já disse aqui que eu devia ser um perfeito paspalho da “fé”, dessa “fé” inventada por homens, na verdade trapaceiros históricos. Já contei que passei a minha vida de estudante convivendo com pessoas de “fé”, escolas 100% religiosas. Mas consegui escapar, sou duro na queda da “fé”, dessa “fé” que você já notou está entre aspas. A fé verdadeira não tem aspas, ela corre no sangue das pessoas, nasce em suas vísceras. Fé não se transfere, não se ensina, a fé alheia só serve para o outro, nada para nós. Enfim, escapei dos condicionamentos da “fé” de linha de montagem, essa das religiões. Neste momento, estou tiririca com o que acabo de ler num jornal de São Paulo, reportagem sobre uma vigarista que se diz “vidente” e passa a perna em empresários ricos e “crentes”, eivados dessa fé estulta que a nada leva senão a graves prejuízos. É o caso. Um dos lesados da “vidente” veio da Europa para se “tratar” com ela, problemas de saúde, essas coisas, e perdeu milhões, milhões mesmo, dinheiro inacreditavelmente volumoso. Pode isso? Pode. Com pessoas que acreditam em fantasias é perfeitamente possível, afinal, a vigarice de um lado e a ignorância de outro fazem um casal perfeito... Mas o que quero dizer, e por isso vim até aqui, é que – A ninguém, jamais, foi dado o poder de vidência, a ninguém, nunca. Essa garantia está em todos os estudos ao longo da história humana. Todo vidente é um charlatão. O sujeito, é claro, pode fazer uma “vidência” e pela Teoria da Probabilidade vir a acertar, mas é questão matemática, não científica ou “religiosa”. Jamais houve profetas com visões dos invisíveis da vida, sobre o futuro, nada, nunca. O que nos foi contado e nos chegou até hoje é invenção de pessoas. Não caia, jamais, leitora, na tentação de dar a sua mão para que alguém a “leia”, não creia em jogos divinatórios de nenhum tipo. É para o seu bem, sua segurança emocional e poupança em sua bolsa. Vidências e milagres, leitora, só podem vir da água benta da testa, o suor, e da mente através da certeza de que – “Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê”. Crer em ti, é claro. O mais é trapaça. Ah, conheço uma “salinha” – com som bem alto - de onde videntes saem “vendo” estrelas ao meio dia... Beleza!

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