Há um interesse generalizado do “mercado”, leia-se famílias, empresas de toda sorte, escolas, quase tudo, para que as crianças não cresçam, continuem crianças... Assim, elas serão mais cordatas, farão o que a “sociedade” lhes quer e continuarão consumindo sem consciência... Com isso, os pais mantêm poder, as escolas “doutrinam” como bem entendem e o comércio continua com excelentes lucros gerados pela “inconsciência”, pela falta de cidadania. Há quem diga que a infância é extensiva hoje em dia, porque a comparamos com o pessoal dos séculos mais recentes, anos de 1850, 1900... Vivia-se menos, logo, um garoto de 14 anos era um “adulto”. Hoje mudou, dizem os pacóvios. Não os quero chamar de um palavrão bem mais furioso... Não, nada disso. Um guri de 14 anos de hoje é muito mais “homem”, no sentido de experiências, “malandragens” mesmo, que os de 17, 18, 20 anos do início do século passado, sem dúvidas. Diante dessa verdade, estamos diante de mais uma razão para que grupos iniciem o que prego de há muito: a revolução cultural, a revolução dos costumes. Se “no passado”, os guris de 14 anos eram homens e iniciavam-se no trabalho e nas carreiras, e as garotas eram empurradas para o casamento e à maternidade, já como “adultas”, não faz sentido continuarmos com a farsa de hoje. Hoje um guri de 14 anos é tratado como um indefeso ingênuo, e as gurias (que sabem “de tudo” e fazem “de tudo”, hummm) passando por menininhas de menor idade e pobrezinhas sem proteção... Pois sim... Não me tentem enganar, não gosto. Hoje, os pilantras que não querem trabalhar se alongam nos “estudos” de aparência, fazem cursos e mais cursos, graduações, pós-graduações, doutorados, farsas, enfim, e nada de trabalhar, de ajudar em casa ou de assumir responsabilidade de adultos já “velhos”. Tem cabimento um cara de quase ou mais de 30 anos nessa pilantragem? Alguém tem que determinar: - “Fulaninho, fizeste 14 anos, agora é ao trabalho, certo? Acho bom”. E assim com as gurias. - Ah, mas a lei não permite que menores... isso e aquilo. Rasgue-se ou ignore-se essa lei estúpida. Quem “manda” nos filhos são os pais, filhos obedecem. Os “menores”, que hoje, de menores, só têm a idade, no mais, ah, no mais sabem de tudo e fazem “de tudo”... Vergonha, trabalho, produção e cidadania. Os grandes vencedores na vida fizeram isso. Os ladrões da Copa Vagabundos, sim, todos os que decidiram trazer a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos para o Brasil. A roubalheira foi escandalosa, quando já naquela época hospitais públicos e as escolas... estavam falidos. Já não havia dinheiro. Só no “estádio” Mané Garrincha, em Brasília (onde mesmo?) gastaram oficialmente 1 bilhão e 400 milhões, mas há quem garanta que os custos foram a 2 bilhões. Pode isso? Nove dos 12 estádios trabalhados para a Copa foram alvo dos ladrões engravatados. E quem são eles, e em nome de quem agiram? O Moro vai dizer na “hora certa”... Falta dizer Supondo que você tenha que ver um certo trabalho realizado, você terá então três saídas: faça você mesmo; contrate alguém para fazê-lo ou... “proíba” seus filhos de fazê-lo... É tiro e queda.