Tenho “novidade”, mas antes de contá-la preciso recuar um pouco no tempo...

Dia destes comentei aqui sobre um artigo que li num site de notícias e cuja manchete era esta: - “Cuide de sua mente com estes alimentos”.

Era uma lista de alimentos sugerida para que viéssemos a ter boa cabeça, inteligência, digamos. Claro que disparei torpedos contra a ideia.

Não há alimentos que nos favoreça a mente, não há. O que há são alimentos que nos dão vigor físico, saúde para o corpo todo, não para as instâncias mentais de modo especial.

Dou como exemplo o caso de um garotão, baita vadio, desses que andam por aí em escolas particulares, você dá a ele esses recomendados alimentos e lhe pergunta: - Quem descobriu o Brasil?

Se o mandrião nunca estudou História não vai responder à pergunta, e pela singela razão de que nada está no intelecto sem que antes tenha passado pelos sentidos, no caso, pelos estudos.

Então, que fique assim: quem quiser ser “mais” que leia mais, estude mais, cresça e apareça.

Agora a “novidade”. Chineses e americanos, pesquisando juntos, “descobriram” que a poluição ambiental das cidades prejudica, e muito, à mente, de modo especial, à inteligência.

Mais uma vez, bato na mesa. Não e não. A poluição envenena o sangue através da respiração e lesa gravemente o coração, rins e pulmões. Nenhuma novidade, aprende-se isso no curso de Psicologia.

Inteligência, numa definição simples, é a capacidade humana de resolver problemas, mais rapidamente ou menos. Todos temos inteligências, são as chamadas múltiplas inteligência, por exemplo, inteligência musical, matemática, verbal, espacial, cinestésica, várias e várias.

Em cada um de nós prepondera um determinado tipo, tanto que um Nobel de Matemática pode ser um estúpido em inteligência verbal ou motora/cinestésica. Claro que pode.

Mas vim até aqui “apenas” para dizer que podemos combater essa poluição das ruas com bons livros, leituras ricas, diversificadas, teatro de qualidade, música elevada, museus, artes, afinamentos da sensibilidade e dos saberes, enfim.

O mais é esperar por milagres da mente, inteligência, sem nela nada investir, ficar achando que somos inteligentes ou que os filhos são muito inteligentes. Não há ar puro que dê ares e letras para os vacilões. Ainda bem e graças a Deus.

Vida

É isso o que os pais têm que dizer aos filhos, que qualquer que seja o estudo por eles iniciado, esse estudo será para a vida toda. Sem essa de diploma na mão, nada mais é preciso.

Agora, tem uma coisa: só estudam sempre e cada vez mais os apaixonados por seu trabalho ou ciência. Fora disso, bah, vacilões na última, é o que mais se vê e anda por aí. Todos sabemos quase nada diante do oceano do que nos é desconhecido. Certo? Ah, bom!

Destino

Melhor seria dizer “condenação” e não destino. Crescemos na vida trazendo duas heranças: a física/genética e a social. Da primeira não podemos escapar, ela vem dos genes de pai e mãe.

Já a herança social bem que pode ser melhor, dependendo de quem nos eduque e nos transmita seus valores. Mas é certo que o que não presta em nós, como herança social, vem da primeira infância e dos desagradáveis que nos educaram e condicionaram. Não há como escapar, é condenação mesmo.

Falta dizer

Do livro As 48 Leis do Poder: - “Parecer que está acreditando no que você mesmo diz dá um grande peso às suas palavras”. Claro que os biltres, esses que andam por aí em campanha, leram o livro. Eles falam como se acreditassem em suas mentiras.