Precisamos reler a vida. Precisamos, virgula. Muitos precisam. Sempre houve, e há, os equilibrados, com visão mais longa, ações de prudência e sagacidade para entender que muito do que temos ou perdemos depende muito de nós. Às vezes, só de nós. Já disse aqui incontáveis vezes que a palavra “destino”, com seu significado metafísico, foi inventada, certamente, por um vadio, por um fracassado. Faz sentido. Diante dos fracassos, é melhor achar um culpado, alguém que possa ser apontado como responsável. Quando não há esse alguém, então, foi o destino. Mas ninguém até hoje pôde comprovar a existência do destino, nem nunca poderá... Acabei de ler uma frase num site de economia que nos deve fazer pensar e pensar muito bem, dizia assim: - “Programa de Proteção ao Emprego poupa empregos, mas fica pequeno perto da crise”. Vamos lá, vamos à tradução: O governo pode incentivar, até certo ponto, a oferta de empregos, mas não pode fazer com que os empregados e desempregados façam bom uso dessas possibilidades. Quem se garante no emprego, quem garante a empregabilidade é o profissional, a pessoa. Se o sujeito for desatento, desinformado, acomodado ao que já sabe, que não se inquieta por saber mais e fazer melhor o seu trabalho, nada feito. Que fique muito claro, um bom profissional não fica muito tempo sem fazer nada, ah, não fica. E se ficar, ou ficasse, criaria para si mesmo uma nova oportunidade, de um modo ou de outro. Os talentosos, os de boa ética, os de firmeza de caráter e certeza de seu valor, vão em frente, empregam-se ou criam soluções para um novo roteiro pessoal. Quem depende do governo para se empregar tem habilitações para quase nada, e costuma ser do tipo que só quer salário, nada de sério com uma carreira. Sinto muito, mas adoçar o pastel é coisa de gente que quer fazer média com quem não merece... Que fique claro, um governo de boa qualidade estimula a economia, e a economia estimulada gera empregos. Mas os empregos sempre serão de preferência dos competentes. Os demais que estendam a mão para receber uma “bolsa” de parte de governos populistas e safados. Bolsas têm como sinônimo esmolas.

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