Uma das coisas que mais me incomodam na vida é a estupidez das pessoas para com elas mesmas. E o diacho é que essas pessoas não costumam se ver com clareza no espelho da vida, estão sempre dando voltas e buscando culpados para suas vidas sem graça. Vou dar um exemplo.

Veja se tem cabimento este anúncio que se repete em São Paulo, anúncio de poucas linhas num grande jornal. Poucas linhas, mas o cara que faz o anúncio sabe que vai dar resultado, afinal, quem anuncia vende, e quem anuncia em jornal vende mais ainda...

O anúncio é este: - “Numerólogo garante: seu nome pode ser o problema da sua vida”. E na sequência do anúncio o endereço para a marcação de consultas. Você sabe que numerologia trabalha, “metafisicamente” com números, números que envolvem de tudo em nossa vida, dentre outras coisas, nosso nome.

Já fui aconselhado, por exemplo, a adotar dois “tes” no meu sobrenome de Prates. Ficaria Prattes (como alguns abobados adotaram) e com isso eu teria mais sorte... Diga-me se tem cabimento!

Uma figura muito próxima a mim passou pela vida odiando o seu nome de batismo, Olímpio. Muitos diziam que era um nome lindo, bonito mesmo, mas...

O sujeito odiava o nome. O que quero dizer com toda esta lenga-lenga? Que você pode ter o nome que tiver, não será uma letra dobrada em seu nome, uma consoante geminada, que lhe vai dar sorte ou lhe dar uma vida mais confortável. O que pode produzir esse milagre é a água benta, a única que faz milagres, a água benta da sua testa, seu

suor. O mais é conversa mole de espertalhões que lhe querem tirar o suado dinheirinho. Crendices baratas não funcionam, o que funciona é o credo, a fé em si mesma/o, a certeza da vitória produzida por um dar de ombros para o seu nome, seja ele qual for. E admitindo que seja um nome “atravessado”, nada comum, mesmo assim esse nome pode ser transformado numa marca mundial, tudo vai depender de você.

Mas você pode se chamar Jesus e mesmo assim ser um baita fracassado, ou pode ser uma Maria frustrada... Não é o nome que nos faz bem ou mal, somos nós que não respeitamos o nosso nome. Para a ignorância, há muitas “ciências” de plantão. Prove que numerologia funciona, prove-me. Ora, bolas!

Memória

Um famoso da televisão (faz alguns anos) era um sujeito realizado, bem pago, sucesso mesmo, mas queria mais... Foi à Numerologia e adotou dois “enes” no sobrenome. Logo depois, começou a ter problemas. Sofreu um acidente, “quebrou-se”, a mulher meses mais tarde pediu divórcio e, ainda por cima, a TV onde ele trabalhava o colocou na geladeira... Tudo depois que o famoso mexeu no sobrenome, atendendo aos ditames da Numerologia. Fez tudo o que fez para melhorar de vida. Credo!

Limpeza

Muitos nos aconselham a, vez por outra, limpar gavetas, descartar o que não nos serve mais ou vai servir, contudo... Poucos nos aconselham a limpar as gavetas da mente, lixos do passado e do presente. Essa limpeza “seria” (ninguém a faz,

ninguém) indispensável para que vivêssemos melhor. Porém, andamos sem tempo para descartamos os nossos lixos de incômodos... Paguemos.

Falta Dizer

Ninguém precisa de religiões, de credos, de obscurantismos de todo tipo para ter sorte ou viver bem. Para isso, basta ser pessoa decente, operosa, crente nos milagres do suor e incansável para os bons propósitos. Se houver céu, essa pessoa irá direto, sem escalas. O mais é atraso, não quero dizer ignorância.

 

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