Foto Divulgação
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Frases simpáticas não nos levam a lugar nenhum. Antes de dizer o que me traz até você neste momento, preciso “apenas” lembrar que quando duas pessoas se conhecem e demonstram interesse recíproco, o que é que elas começam a fazer?

Exatamente isso, “publicidade” delas mesmas, isto é, inventam virtudes que elas não têm visando a conquistar o “cliente”, ele ou ela. Vale para tudo na vida.

Se alguém quiser ser candidato a qualquer posto terá que mentir, mentir muito, só as mentiras elegem.

- “Ah, mas não é assim, tu estás julgando os outros por ti”! Melhor é não resmungar e ler a História. Aliás, a História que estudamos na escola outra coisa não é senão a versão dos “vencedores”, mais das vezes os maiores vilões... Ou você acha que “fake news” são invenções modernas?

Encurtando a conversa para entrar no assunto, sem mentiras você não vende. Entendamos também por “mentiras” fantasias, sonhos...

Abri uma revista e lá estava um anúncio de um produto muito conhecido, duvido que você não desse um dedinho por ele, duvido... Dizia assim o anúncio: - “Bem-vindo ao topo” e ao lado a marca do produto. Como artifício de vendas, perfeito.

Ocorre, todavia, que chegar ao topo (na vida) significa chegar à morte, o topo na vida é a morte.

Quando iniciamos uma escalada, a graça está em subir degrau a degrau, passo a passo, sempre alimentando a ideia do mais alto, mais realizador... Mas quando chegamos ao topo o que nos sobra? Descer, sinônimo de morrer...

Leio quase todos os dias alguma biografia de gente de muito sucesso, dos ricos, especialmente. Os caras não sabem mais onde botar o dinheiro, mas continuam lutando, por uma causa ou outra, não ficam parados.

Eles sabem que parar, chegar ao topo, significa não ter mais vida pela frente... E quando não se tem mais vida pela frente, o que é que se vê? Isso mesmo, o lencinho da “partida”.

O sonho não deve ser pelo topo, deve ser pela subida, pelos abençoados gemidos da subida, do perseguir um sonho, mas, paradoxalmente, de nunca o alcançar, não no sentido de “topo”.

Aliás, falando nisso, lembro-me de um colega, repórter de rádio em Porto Alegre, que sonhava em namorar e casar com uma gaúca que tinha sido miss... Pois ele a namorou e casou com ela. Tempinhos depois, se separaram. O colega tinha chegado ao topo...

Selfies

Quando alguém faz uma selfie não a faz para si mesmo, faz para mostrar aos outros. Babaquice, ninguém quer ver selfies alheias, paspalhos!

Uma mulher, no Rio, subiu ao telhado com o filho para fazer selfies, escorregaram, caíram e se lascaram feio.

A estupidez anda subindo telhados, quantos já morreram em precipícios, caíram de sacadas, de pontes, o diabo, tudo por uma selfie? Porongos!

Magreza

Cabeças vazias perdem o sono com as linhas do corpo, tinham que se preocupar é com a subnutrição de suas cabeças, com a estreiteza delas, mesquinhas, vazias.

O “antes” e o “depois” deviam ser de suas cabeças, antes vazias, nulas; e depois, boas, iluminadas, isso sim. O mais é futilidade.

Quilos a mais ou a menos não mantêm casamentos nem promovem sucesso profissional, as linhas da cabeça sim. Educação, refinamentos e saberes fazem as verdadeiras linhas da vida, as do ser.

Falta dizer

Precisamos de uma boa “ditadura” de disciplina. Exemplo? Vagabundos vistos em festas, sem máscaras e se expondo de todos os modos, se pegarem uma “doença”, identificados previamente, não terão assistência médica do SUS. Terão que pagar que por suas irresponsabilidades. Gentalha.

 

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