Sei que não é fácil, mas temos que dar um jeito. Costumamos amarrar nosso cavalinho da vida em “árvores” do passado, onde sombras generosas nos protegiam. Inutilidade pura. Mas é o que mais acontece, corremos, mentalmente, para o passado em busca de momentos seguros ou felizes.

Impossível essa volta, o cavalinho da nossa vida não está mais lá, ele tem que estar no nosso aqui e agora.

– “Ah, Prates, mas eu já fui muito feliz, agora minha vida está uma danação, uma infelicidade só, como é que tu queres que esqueça daqueles momentos”?

Tudo bem, mas lembrar é uma coisa, ficar preso é outra. Aliás, essa história de cavalinho preso numa árvore do passado me ocorreu lembrando daquela história antiga de comandantes que ao invadir uma cidade mandavam seus soldados queimarem as pontes por onde passavam.

Ficava um aviso: - “Não temos como voltar, ou vencemos a guerra, ou seremos dizimados pelo povo atacado, vencer ou vencer”. É o que temos que fazer com as nossas lembranças embaraçadas do passado.

Se os momentos então vividos foram bons, ótimo, mas são do passado... Se foram ruins melhor ainda, ficaram no passado. O que não podemos é passar a vida voltando a cruzar essas pontes já atravessadas, persistindo em pensamentos desagradáveis. Fácil não é.

Melhor, e muito mais garantido, é pensar no positivo que desejamos e que precisamos imaginá-lo a caminho de nós. De que adiantam amarras com o passado? Tempo perdido, vida perdida.

Vem daí a necessidade de nunca nos aposentarmos na vida, e aqui a expressão aposentar ou aposentadoria tem a ver com parar de lutar, de viver, que é o que fazem as massas e massas de aposentados, minguados que viam no trabalho uma forca, quando, na verdade, foram suas asas para chegar até aqui...

Ficar chorando sobre o leite derramado é grave e infeliz perda de tempo. Busquemos outro litro de leite, e sempre há uma nova árvore para descansarmos o cavalinho da nossa vida, descansar num sentido figurado, o que não podemos, e é definitivo, é ficar com o cavalinho amarrado lá na boa sombra do passado ou, pior que tudo, debaixo das árvores desgalhadas dos nossos sofrimentos.

Passamos a ponte? Não olhemos para trás. É avançar para a vitória, e a vitória nunca está no passado. Passou, passou.

Oratória

A história está nos meus arquivos de Oratória. Ano de 2008, um jovem catarinense, estudante, ganhou um concurso de oratória.

Numa entrevista, o repórter perguntou: - “Como é que você se prepara”? E ele respondeu: - “Escrevo e decoro o texto”.

Muitos fazem isso, mas isso não é Oratória é robótica... Ou o cara tem ideias, acredita nelas e fala do seu jeito ou que vá pentear macacos. E os “mestres/jurados” não sabiam disso?

Crenças

As crenças oficializadas em religiões não explicam certos “mistérios”. Acabo de ver fotos de uma “princezinha” de dois anos que nasceu com uma doença grave, 11 milhões o tratamento.

Os pais não tinham o dinheiro, ela morreu. Que pecado tinha essa pobrezinha? Como o “deus” das multidões explica isso, ou alguém por ele? – Ah, ela tinha o pecado original... Nojo!

Falta dizer

Economistas sérios temem que o Brasil entre em quebradeira econômica logo, logo. Essa sangria de dinheiro do povo dado, por maioria, a vadios que não se coçam para o trabalho sai do “couro” dos trabalhadores sérios, os que dão duro e pagam impostos.

Que a vadiagem vá trabalhar, e os “generosos” que parem de cumprimentar com o chapéu alheio... Aos raros que merecem, sim...

 

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