Há quem faça bico à autoajuda. Calma. Há conceitos, conselhos e orientações que nos são tão velhas e úteis quanto à primeira figueira. O diacho é que costumamos, por imposturas alheias, dar de ombros a elas, àquilo que nos está diante do nariz e que só vamos ver – eles vão ver – quando estiverem com a corda no pescoço ou numa UTI... Conheço histórias de “doutores”, médicos, que desenganados por outros “doutores” deixaram-se levar por pessoas simples a curandeiras de todo tipo e a tentativas de curas espirituais ou correlatas. Mas só admitiram essas possibilidades estranhas depois de não verem mais esperanças no tipo de vida estúpido que levavam... Podemos não crer em determinadas “verdades”, mas... Para contestá-las no definitivo, para mandá-las longe é preciso todas as certezas da ciência, do bom senso e de provas até então apuradas... Mas, ainda assim, existem os milagres, aquilo que não entendemos mas sabemos que já aconteceu... E se já aconteceu, acontecerá de novo... É a vida e é da vida. Nossa vida é como um baralho desses de jogos de cassino. Ao meio das cartas há as que valem mais, as que valem menos, as que não valem nada, ao menos para os nossos olhos... Estou falando das cartas da vida. Mas nesse “baralho da vida”, com cartas misturadas, muitas vezes somos estúpidos, deixamos passar cartas que nos fizeram ou nos podem fazer felizes, cartas “menores”, as que de costume não valorizamos. São pequenos fatos do cotidiano. Ouça esta: - “O automatismo do nosso comportamento diário nos faz deixar passar algumas questões que poderiam trazer regozijo e bem-estar, mas estando elas misturadas a outras vivências, passam despercebidas”... E esse passar despercebido nos leva à ingratidão ao nosso Deus, à vida ou ao que for em que acreditemos”. A felicidade não passa de pequenas vivências de que gozamos no dia a dia e não nos damos conta. Cartas da vida que, não raro, nos passam despercebidas? A saúde, a família, os amigos, o trabalho, a liberdade... Mas isso não é pouco? Talvez, mas tudo o mais é secundário. E nessa questão devemos ser conscientes e gratos para não deixarmos passar sem oração as nossas bem-aventuranças do dia a dia que costumamos não ver. Mãos postas ao Universo, a Deus, ao que for, agradecendo fundamente a felicidade que temos e não notamos... Verdade Um guri num colégio de São Paulo tirou uma foto de uma garota, sem permissão dela, e publicou numa rede social. A garota armou um barraco. Todos foram parar na direção do colégio, e aí uma professora falou em nome de todos mas de tal modo, segundo ela, a não coagir o menino. Não coagir? O vagabundo tinha que ter levado uma sova de pau. Machinho desrespeitoso. Muito fácil absolver vagabundos quando a filha é dos outros... Falta dizer Autoajuda? Lá vai. Vivemos achando que a grama do vizinho é mais verde... E o vizinho diz o mesmo da nossa grama. Resumo: somos estúpidos, achamos que os outros são sempre mais felizes. Deus castiga...