Há quem diga que o sucesso não ocorre por acaso. E eu digo, o fracasso também não. Se pudéssemos esperar pelo sucesso caindo do céu, estaríamos diante da espera do consequente sem antecedente, isto é, um efeito sem causa. Todos conhecemos o caminho do sucesso, seja-nos qual for o objetivo, as pedras do caminho são as mesmas, pedras que só sairão da nossa frente com muita água benta, suor, e obstinação gerada pela certeza do talento ou da competência para chegar ao pote do sucesso... Vale o mesmo para a falência. Você vai indo, com vagar, cai e levanta, continua e... chega ao sucesso buscado. Já o fracasso é o resultado das desatenções, da acomodação e, não raro, da imprudência de pessoas de achar que sabem tudo do negócio e que nada têm a temer. O caminho do fracasso, sabemos, está aberto para quem o quiser, ele é facílimo. Não é preciso ensinar a cair da escada. Mas e o sucesso? Todos podemos, por exemplo, levantar às 6 da manhã, muitos preferem ficar na cama até quase ao meio-dia... E não trabalharam na noite anterior. Ninguém está proibido de ler jornais, informar-se, saber do que acontece e assim “armar-se” para enfrentar as dificuldades do dia a dia do mercado. Ninguém está proibido de iniciar o negócio que for, ninguém está proibido de ir e vir, ninguém está proibido de nada, dentro da lei e dos mais saudáveis esforços. Quem não sabe disso tudo? Muitos. Não sabem ou fingem não saber, não querer ver. Dia destes o Émerson Fittipaldi, ex-campeão de F-1, andou lançando farpas contra o governo e contra a imprensa, culpava-os pelo mau momento por que ele passa, o governo era criticado pelas dificuldades que criou na economia e a imprensa porque estaria maculando sua imagem de homem bom e honesto. Errado, compadre. A falência do Émerson, a envolver milhões em dívidas, não se deveu só aos contratempos criados na economia pelo governo, claro que não. Um sujeito qualificado nos negócios prepara-se, antevê os rumos da economia e joga de acordo. Ademais, a economia não entra em crise de uma hora para outra, ela dá sinais, vai aos poucos... Os prudentes, os saudavelmente ousados e criativos nos negócios sabem disso e disso tiram proveito, os desatentos tropeçam e dão com a língua no chão. E quanto à imprensa que o “ex-piloto” criticou é a mesma que o celebrou nos pódios, que lhe deu manchetes bonitas e exageradas, imerecidas até... A imprensa noticia o bom e o mau, o mercado não é bom nem mau para ninguém, é caminho do sucesso para quem é inteligente. Só isso.

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