Você sabia que uma cabeça prazerosamente ocupada está longe de sofrer de doenças mentais? Especialmente dessas doenças da “moda”, depressão e ansiedade, por exemplo. Quem diz isso são psicólogos mundiais. E nada novo, são estudos que vêm desde Adão e Eva. Será o nosso assunto de hoje.

E o assunto me foi provocado porque acabei de ler sobre a demissão de uma conhecida jovem mulher da televisão. A manchete da notícia dizia: - “Fulana de Tal é demitida depois de licença médica”. Fiquei curioso, que licença seria essa? De imediato pensei: - “Ah, já sei, licença-maternidade! Muitas empresas fazem isso, ao voltar da licença-maternidade, funcionárias são dispensadas”! Não era o caso. E nem sei se a dispensa se deveu à licença médica.

A licença da funcionária não foi por gravidez e parto, foi por “burnout”. Ah, essa não! Sou absolutamente contra essa doença inventada com nome em inglês: burnout. O tal burnout é uma exaustão psicofísica que abate o funcionário, ele se esgota no trabalho, por pressões de toda sorte, certo? Negativo, não para mim.

Vão me desculpar, não aceito o “burnout”. Já disse que depressão e ansiedade, distúrbios em alta e na moda, não acometem pessoas “prazerosamente” ocupadas. Quando você está intenso num trabalho, seja ele do tipo que for, você não terá tempo para deprimir-se, pelo contrário, só terá motivos para elações.

Mesma coisa com a ansiedade. Uma coisa é inquietar-se a pessoa diante de uma expectativa; outra, bem diferente, é a ansiedade. A ansiedade é medo, medo de algo vago, impreciso, é como que uma pedra sobre o peito... É medo, é um jeito de ser, uma insegurança da pessoa. Grosso modo, não é doença...

Não raro, muitas pessoas deprimidas ou ansiosas não têm objetivamente uma causa que as justifiquem, e nesses casos o melhor que a vida tem a oferecer a essas pessoas é um bom prego na cadeira da vida delas.

Um prego de ponta é um problema, um problema daqueles, problema que faz a pessoa gemer e a dizer que “eu era feliz e não sabia”, e que agora vai ter que levantar da cadeira e agir. E agindo, sairá da depressão ou da ansiedade. Terá uma causa por que lutar, e uma causa por que lutar é vida. E viver é o melhor da vida.

Cuidado

Essa história de a pessoa “conseguir” um atestado médico e dispensa do trabalho por “burnout” é jogada perigosa. Se a pessoa é dispensada pelo médico por “burnout” isso pode significar que a empresa está fazendo a pessoa adoecer de tanto trabalho e exigências.

Todos os casos de burnout que conheci envolviam pessoas que não gostavam do que faziam. Então, o problema não vinha do trabalho, vinha delas mesmas. E aí, “companheiros”, o melhor remédio é o olho da rua. Dose única: rua.

Invenção

Volta e meia o comércio inventa uma “Black Friday”, uma espécie de megaliquidação. Na verdade, nada de liquidação, ninguém é bobo para vender com prejuízo... Mas meu sonho é outro: é saber quando haverá uma Black Friday em livrarias, filas nas calçadas, gente se empurrando para pegar um livro e sair para a vida com outra cabeça... Com esse povinho que anda por aí? Credo!

Falta dizer

Pais, puxem forte a corda da educação. Ensinar os filhos a não sair de um lugar para outro só porque a festa acabou. De repente, alguém sugere: - Ah, vamos agora para a casa do fulano! Costuma ser fria, ensinem os filhos a não ir à casa de ninguém no improviso de um fim de noite. Certo? O seguro morreu de velho.