Trouxe comigo dos Estados Unidos, faz tempo, a gravação de uma palestra cujo título é: Peace of Mind. Peace of Mind é simplesmente paz na cabeça, na mente. E essa paz é o segredo da vida, tanto quanto possível, afinal, até hoje não achamos a razão da vida. Por que viver? Qual o objetivo? Quem tem, todavia, uma cabeça em paz está vivendo sem sofrer...

Ou será que há outro modo de sofrer ou de ser feliz sem a cabeça, sem a consciência? Por que uma pessoa tem seu corpo rasgado ao meio numa cirurgia e não sente dor? Porque sua cabeça está “desligada” pela anestesia... A cabeça é tudo e você sabe bem disso.

Vim até aqui porque acabei de ouvir num telejornal da RIC/TV que as pessoas andam cada vez mais estressadas no trabalho. Ouvindo isso, fico pensando: será mesmo que as pessoas andam trabalhando demais? Até pode ser, mas não é isso. Quando você gosta do que faz, o trabalhar “demais” lhe pode cansar o corpo físico, mas com algumas horas de sono estará recuperada/o, afinal, o cansaço era apena físico. Mas e quando o “cansaço” vem da cabeça louca, que não gosta do que faz e que transforma todas as obrigações do trabalho num carma, numa condenação?

Os americanos inventaram a história do “burnout”, esse burnout, numa tradução literal,  significa “queima total”, a pessoa está quase em cinzas de tanto trabalhar ou de se aborrecer no trabalho, coisa típica dos frouxos que não gostam do que fazem. Mas fique claro, ninguém é obrigado a fazer o que faz e tampouco aceitar o salário que recebe...

Conheço uma menina, 10 anos, estudiosa (faz homeschooling, estuda em casa com os pais), educada e feliz... Uma felicidade que resulta de um bom convívio com os pais e de já, aos 10 anos, ser surfista de primeira... Aprendeu com os pais, viaja com os pais, sabe muito da vida e tem futuro assegurado: o futuro do encantamento por uma “arte”, o surfe. Esta é uma questão que temos que botar na cabeça, precisamos ter uma paixão na vida, uma paixão que desconsidera o dinheiro como o melhor dos bens. Fazer algo por paixão é dar paz à cabeça. É o “Peace of Mind” dos americanos. Você tem na vida esse “anestésico”? Cuidado.

Ler

Quem não sabe ler se transvia nas mediocridades e futilidades, regra absolutamente geral que anda por aí, com celular na palma da mão. Seu filho sabe ler? Cuidado. Todos dizem que sim, mas ler é muito mais que decodificar os símbolos, ler é “compreender” o que foi lido, ser capaz de reproduzir o texto com as próprias palavras. Coisa para bem poucos. A desqualificação generalizada que anda por aí resulta da pouca ou nenhuma leitura de qualidade. Leitura que deve começar pelo jornal de todos os dias. Acordem, mandriões!

Cultura

Muita gente de mente trancada diz que farra do boi é cultura, no sentido de boa tradição ou diversão do povo. Os ignaros confundem cultura com saberes, conhecimentos, coitados. Na definição da Sociologia, cultura é tudo o que o ser humano faz no tempo e no espaço, como queimar pessoas nas fogueiras da Inquisição medieval era “cultura”, um hábito da gentalha. Defender a farra do boi é uma refinada boçalidade. Nada como ser ignorante, nada...

Falta dizer

Falar mal de alguém dentro da empresa é um risco suicida... As paredes sempre tiveram ouvidos. Cedo ou tarde, “elas” vão contar a alguém o que ouviram em maledicências e “segredos”... Algemar a língua faz bem à saúde...