Preparei o chimarrão, ajeitei a cadeira e... liguei a TV. Comecei lá por baixo e fui subindo, subindo, nada que prestasse. Até que parei na TV Floripa.

Apresentavam um documentário sobre um cidadão romeno que veio para o Brasil aos 20 e poucos anos. Fez sucesso nas décadas de 70 e 80 em São Paulo. O sucesso dele deveu-se à arte de curar pessoas com câncer. Curar, eu disse.

Esse cidadão era especialista em radiestesia, especialista em energias, tanto energias ambientais, físicas, quanto energias pessoais, de pessoas, nossas mesmas e dos outros. Isso, em resumo.

Esse cidadão, com um pêndulo, descobria, por exemplo, energias aquáticas ruins no subsolo da casa do paciente, águas submersas no subsolo do quarto de dormir. E essas águas, poderosas em energias, podiam estar em contramão com a fisiologia da pessoa doente.

O tal cidadão, um vetusto senhor, não cobrava pelas consultas e tratamentos, não cobrava, ficou bem claro. E quem falou sobre ele, e é aqui que eu queria chegar, foram ex-pacientes dele, pacientes com cânceres “sem cura” pela medicina convencional, mas curadas pelo radiestesista romeno, não lhe digo o nome.

É claro que as ex-pacientes, molestadas por cânceres incuráveis pelos médicos convencionais, não podiam estar mentido. Elas eram jovens na década de 70 do século passado, são senhoras de idade hoje, e estão vivas.

Durante o tratamento desse senhor romeno, ele dava às pessoas pequenas placas de metais que deviam ser colocadas na cama de dormir, neutralizariam os efeitos das radiações do subsolo da casa, ou do ambiente ao redor. E funcionavam? Todos os pacientes, vivíssimos hoje, disseram que sim, que funcionavam. Faço aqui um ponto. Tudo pode ser e tudo pode não ser. Não sei.

Só sei de uma coisa, leitora. Se você entrar numa experiência de saúde, buscando a recuperação da saúde com fé, seja no que for, a possibilidade de cura é de quase ou mesmo de 100%. Só tem uma coisa, todos dizemos que temos fé. Mentira, não temos.

Quem tem fé recupera a saúde abalada com uma tampinha de guaraná no bolso. A tampinha será curativa, se for considerada como tal. E fora disso, nenhum tratamento funciona, nenhum, quando o paciente quer morrer, mas não tem consciência disso, é desejo inconsciente. É o que mais anda por aí, falsos da fé.

Vida

Por que tantas pessoas que vemos por aí se exibindo, cheias de títulos universitários, dinheiro no banco, tudo, mas diante da vida rastejam? É por não transformarem os conhecimentos em sabedoria, são insensíveis, imoderadas, vivem fantasias distantes da felicidade.

São os que vivem na prática a dissonância cognitiva, que é a discrepância entre o saber e o fazer. É o que anda por aí, em maioria. Um analfabeto pode ser um sábio, ainda bem...

Bichos

Dizer que o ser humano é o ser dos seres entre os bichos da Terra é de uma estupidez medonha, sem falar em desrespeito aos animais, propriamente ditos.

Qual é o único bicho que mente, trai, mata sem razão e é sempre inconfiável? Ora, o bicho humano.

É por isso que, se sabendo disso, temos que ter sempre reticências com todos pela frente. E nós somos as reticências alheias...

Falta dizer

Trastes humanos gritam que a vacina contra o coronavírus, quando chegar, não poderá ser obrigatória. Tudo bem. Mas as biscas também têm que dizer que quem não fizer a vacina e for infectado vai pagar por todo o tratamento, não vai tirar vagas hospitalares dos decentes. Beócios!

 

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