Estava quieto no meu canto quando resolvi “ciscar” nos sites de jornalismo. “cisquei daqui, cisquei dali e... dei de cara com esta manchete: - “Por que ficamos mais felizes quando envelhecemos”? Discutível essa afirmação. Topas discuti-la? Então, começo dizendo que é bom lembrar que enquanto estamos na subida da escada da vida, naquelas fases de faculdade, encontrar trabalho, casar... vivemos olhando para a frente, é quando temos mais sonhos. Os sonhos são as pedras preciosas da felicidade, sem sonhos não passamos de biscateiros da vida.

Já quando estamos lá em cima na escada do tempo, velhos, é tempo de fazer o “balanço geral” da vida: Fiz o que tinha que fazer? Guardei o dinheiro que tinha que ter guardado? Gozei dos meus melhores momentos de juventude ou estou tentando agora, na velhice, compensar? Perguntas que nos passam pela cabeça já com o peso da idade.

Dizer que somos mais felizes na velhice é uma ousadia dos pesquisadores americanos que estudaram a questão. Muito da nossa discutível paz na velhice vem de sabermos que o que passou, passou, não adianta mais ficar bufando, passou. E se o cavalinho das oportunidades passou e nós não o montamos, babaus, é tarde, o cavalinho galopou para o horizonte do nunca mais.

Penso que os jovens têm nos seus sonhos a sua felicidade, e os mais velhos no não precisar mais se preocupar com questões já superadas pela idade. Resumindo, e afirmando o que penso sobre felicidade: - Felicidade é porta que só abre por dentro. Dito de outro modo, ninguém nem nada me pode fazer feliz se eu não disser sim e abrir a porta... E essa postura tanto vale para jovens quanto para os mais vividos. Ocorre, todavia, que os mais jovens, como ainda não conhecem bem a estrada da vida, ficam imaginando que felicidade é obter o que é desejado. Se fosse assim, a vida seria um nojo, do que mais gostamos e queremos na juventude descobrimos mais tarde que eram inutilidades vazias. O velho sabe mais por velho que por sábio, mas já é uma vantagem; mas o saber que a caminhada se aproxima do fim acaba com muitas alegrias. É nessa hora que a fé religiosa dá uma baita ajuda. No mais, como diz a Bíblia, a felicidade não é deste mundo. Um consolo? Para ser feliz não precisamos de nada, senão saber disso. Felicidades!

Pobreza

Terrível a pobreza vocabular e de conteúdos mentais das pessoas que começam uma resposta com a palavra “então... Esse “então” visa a preencher espaços mnemônico, a pessoa faz uso do vocábulo enquanto procura pelo que dizer. O “né”, o “entendeu” são palavras parecidas. Todo sujeito que usa desses vocábulos é um acanhado da mente, da linguagem. Um inadimplente vocabular. – Ah, mas é vício de linguagem! – Podia ser, mas é antes pobreza sim...

Tristeza

A tristeza foi ver uma reportagem há pouco na tevê mostrando imagens de bichos maltratados. Desejo o pior dos fogos do inferno para quem o faz. E logo depois, também na tevê, a imagem de um “impotente”, protestando contra a direção do seu clube de futebol, e soltando um foguete na frente da sede do clube. Quem solta foguete é um ser tão abjeto que não há adjetivo que o qualifique. A propósito, quem são os irracionais?...

Falta dizer

Queres deitar e dormir à noite? Uma das fórmulas é não ter dívidas, não “confundir” desejos com necessidades e gastar dentro dos limites. Só as doenças explicam gastar mais, de outro modo é coisa de irresponsáveis. E irresponsáveis que se lixem.