Gosto das personalidades fortes, vencedoras, e que têm juízos de valor de vida bem definidos, aprecio muito ouvi-las. Pois acabei de “ouvir” o Abílio Diniz, magnífico empresário brasileiro, criador da rede Pão de Açúcar de supermercados. O Abílio é um encanzinado entusiasta da saúde física e mental, e dá bons exemplos.

Numa entrevista de jornal, Abílio diz que “Envelhecer é uma certeza, envelhecer com qualidade é uma escolha”. Com licença, Abílio! Não é bem assim. Ao nascer, é verdade, começamos a envelhecer, mas isso não nos garante muitos anos de vida. É possível ficar pelo caminho por várias razões, mas... admitindo que a pessoa não sofra uma tragédia, sim, ela vai envelhecer.

Nesse caso, o Abílio tem razão, a qualidade dessa velhice só depende de nós, das escolhas feitas ao longo do caminho, mas a maioria vai deixando esse cuidado para mais tarde... E quando abrem os olhos é tarde, já estão velhos, sem chão pela frente para a reação.

O empresário também falou dos pilares de vida para a saúde, pilares dele. São – Atividade física, alimentação, autoconhecimento, controle do estresse, espiritualidade e amor.

Baita lista. Mas... vamos lá. Atividade física é obrigação para todos nós, afinal, somos bichos de movimento. Sofá, televisão o dia todo, joguinhos no computador, preguiça, enfim, matam mais cedo. Seja quem for, com ou sem dinheiro, o “parado” vai dançar antes do tempo...

Alimentação, com qualidade, é claro, é interessante, mas não garante o jogo da saúde e da vida longa. Pensamentos e percepções, reações e pequenas insanidades do cotidiano matam mais cedo, matam por excesso de cortisol e de adrenalina no sangue. Autoconhecimento é para poucos, aliás, não conheço ninguém que se conheça... Nossos mecanismos de defesa (inconscientes) nos tapam o sol do autoconhecimento...

Já o controle do estresse exige um novo nascimento, com novos pais, avós, tios, dindas... Nossos estresses e loucuras são heranças dos mais velhos que nos (des)educaram na primeira infância. Espiritualidade, o que é isso? Dizer que tem fé? Duvidoso. A fé dos que se dizem de fé termina nos lábios deles... E, por fim, amor. Amor a quem, como, quando, por quê? Que ninguém me diga que é amor por um “ele” ou por uma “ela”. Aí não será amor, será encrenca.

Enfim, obrigado, Abílio, deste-me o que falar. Mas essa conversa iria longe se tomasses chimarrão!

Roupas

Gosto de viajar para o passado, ligando a tevê em programas reapresentados, como o “Viola Minha Viola”, por muitos anos conduzido pela Inezita Barroso, na TV Cultura. Num destes dias, vi uma dupla caipira cantando e... vestindo paletó e gravata. “Sertanejos” de paletó e gravata, comum “naqueles tempos”. Hoje os sem-talento, ridículos, ordinários, vão molambentos, atirados e... fazem sucesso. A tevê não os repreende e o povinho acha uma boa. Que nojo.

Aviso

Diz uma consultora de moda num jornal de São Paulo: - “A cartilha do “use o que quiser”, essa que a moda diz ser a nova regra para o ambiente de trabalho, é uma armadilha que pode minar chances de contratação e promoção...”. Bah, fechou. Empresas que se respeitam não admitem que funcionários vão vestidos como bem entenderem. Vira uma “Casa de Irene”. Ou na linha ou... lá fora.

Falta dizer

Já ouvi dizer que muitos jovens, aqui e pelo mundo, estão se mutilando e até se matando por “ordens” de grupos, seitas, bandidos da Internet... Curioso isso. Muitos pais e professores mandam esses jovens indolentes estudar, se orientar para a vida futura e eles nem aí, não ouvem. Como é que ouvem os vagabundos da Internet? Não conheceram o professor “chinelo”...