Arrependimentos

Colunistas

Por: Luiz Carlos Prates

sábado, 12:41 - 26/03/2016

Luiz Carlos Prates
Uma história me fez lembrar outra. A primeira história e a de Brownie Ware, uma jovem australiana que se transformou em cuidadora emocional de pacientes terminais, pacientes lúcidos. Durante suas conversas com esses pacientes, mulheres todas elas, Brownie foi juntando frases, lamentos, momentos de vida que foram significativos para essas pessoas. E dessas conversas, escreveu um livro: “Os cinco maiores arrependimentos à beira da morte”. Sucesso mundial. Brownie Ware costumava perguntar a essas mulheres “terminais” do que elas se arrependiam de ter feito, no que, se pudessem, mudariam suas vidas... A resposta que mais apareceu foi: - “Não ter vivido a minha vida, mas a vida que os outros esperavam que eu vivesse”... Costumo dizer nas minhas palestras que esse bem que pode ser o arrependimento futuro de muita gente, que não precisará estar em condenação suprema, mas apenas olhando para trás e suspirando pelas tolices cometidas. Aliás, “todos nós” vivemos muito mais pelo olhar e pelo que os outros nos ditam que propriamente por nossas cabeças e desejos. Vivemos no cabresto das expectativas dos outros, o que vão dizer, o que vão pensar, isso e mais aquilo... Estúpidos. Dentro da lei e da decência podemos fazer o que bem entendermos da nossa vida, da nossa liberdade. Vim até aqui, leitora, para falar da Anita (Anita com um “ene” só, o resto é estupidez de numerólogos e crentes...). Gosto da Anita, gostava mais, muito mais, quando ela era apenas Anita, com o narizinho que tinha e com os lábios de Iracema que a Natureza lhe dera... Pois Anita achava-se feia. Mexeu no nariz. Transigi, vá lá, não ficou feia, vá lá... Mas agora ela exagerou, mandou um incompetente lhe mexer nos lábios, queria ficar parecida com a Jolie... E deu no que deu, ficou com lábios de lutadora depois de ter levado uma sova, pode isso? Tudo pela loucura da moda, da modernidade seguida por mulheres que não se respeitam, de autoestima baixa, rasante... Deixou-se mutilar e ficou... ficou diferente, não lhe quero dizer feia. Será que as mulheres por aí vão aprender a lição? Não, não vão, as mulheres que não se respeitam, que não se acham bonitas, que não se veem como interessantes, não se vão emendar. A grande beleza é o fogo interior. E esse fogo, quem o tem, contagia, incendeia quem está por perto e saiamos da frente, aí estará uma Mulher. Pobrezinha da Anita, sem uma pessoa confiável perto para lhe pegar pelo braço, dar uma sacudida e gritar-lhe aos ouvidos: “Fica quieta, tu és linda”! Arrependimento é ferida que dói muito, cuidemo-nos para não lhe abrirmos a porta...

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