Não vire a página, antes que você pense que vou falar sobre água com açúcar, o assunto está muito mais para limão azedo que para água açucarada.

Estou diante de um fato, terrorífico, um fato que envolve “amor”, mas será mesmo que o amor passa pela casa do terrorífico? Nunca.

Antes de contar do fato, preciso lembrar do óbvio: amor não se procura, ele nos bate à porta. Sutil, e não é para todos o entendimento.

O fato. Uma mulher do interior do Paraná, 40 anos, bonita, encontrou na internet um sujeito que lhe deve ter parecido o par ideal. Começaram a trocar mensagens e em menos de uma semana ela se mandou para a cidade dele, em São Paulo.

Aqui o primeiro erro, ela não tinha que ter ido atrás do vagabundo. Mas é muito comum histórias assim, elas, no desespero por “um amor”, saem atrás dos entupidos, fanados... Ou você acha que um cara razoável que seja vai andar procurando namoros pela internet? Por favor.

Mas como dizia, a jovem mulher, 40 anos é uma menina, foi atrás do sujeito e ficou morando com ele. Morando por precisos quinze dias, fim dos quais ela viu que tinha dado um pulo errado e disse a ele que ia embora. Ele não aceitou, ficou furioso e a esfaqueou várias vezes. Fim da história. Início de outras tantas e com final parecido, ad aeternum...

Quando eu disse que amor não se procura, ele nos bate à porta, quis dizer que quem sai para uma festa, para uma balada com os olhinhos revirados a procura de um amor, de um namoro, vai encontrar.

E vai encontrar pela singela razão de que quando estamos sedentos para “achar” ou “ver” alguma coisa, achamos ou vemos essa coisa. É a predisposição psicológica para “encontrar” ou “ver” o que queremos, é o proverbial mantra da psicologia que diz que a predisposição altera a percepção.

A pobre mulher da história que acompanhei na televisão é a história de muitas e muitos. E para terminar, tanto o amor é “acidental” que tive um colega em Porto Alegre que conheceu a esposa dele na saída de um velório. Como é que ele ou ela ia adivinhar? Pois é, o amor lhes bateu à porta.

Tempos

Quando a pessoa tem a cabeça vazia ela aproveita os encontros sociais para fazer troças, contar piadas ou meter-se nas fotos alheias, conheço muitos “bem chegados” assim... É um modo de ser notado.

Pois é isso que uma pobre diabo, que foi cantora, bonitinha e sumiu, andou fazendo nas redes sociais.

A última da abobada foi dar uma aula sobre sexo anal. Fez sucesso. Ela sabe que tem muito público: os que têm chulé no cérebro.

Recorde

Será que jamais alguém por perto os corrigiu ou os pode corrigir? Todos os dias, em todos os espaços de telejornalismo, ouço repórteres ou apresentadores dizendo “récord”.

Não existe “récord” em língua portuguesa, existe recorde, com todas as sílabas bem pronunciadas. Numa prova oral tal tipo de erro é causa de eliminação sumária. Como é que “outras palavras” aprenderam direitinho?

Falta dizer

A manchete do telejornal dizia “grupo usava fotos íntimas para chantagens”.

Fotos íntimas de quem? De mulheres. E será que elas sabiam que tinham sido fotografadas? Se a resposta for sim, elas merecem.

De modo algum, mesmo com um marido de há 40 anos, jamais permitir fotos, filmagens. E se as fotos foram gravadas escondidas, os autores têm que “morrer”. Sem alternativas.

 

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