Desculpe-me a linguagem dura, leitora/or, mas não posso pegar leve com os tapados. E quem são os tapados? Muitos, dentre eles os que não sabem o que é o amor. – Ah, Prates, mas tu me vais dizer que tu sabes o que é o amor? Arrisco. Acabei de ler uma manchete no site UOL e a manchete era absolutamente provocadora, levantava discussão sobre a duração do amor. Amor que poucos sabem o que é... A manchete dizia que: - “Amar até que a morte nos separe é quase impossível”. Não li a matéria, não me era preciso, especulo sobre assunto desde que nasci... Vamos lá. O que é amor? Para a maioria é a atração que empurra uns para os braços de outros. Vamos a uma balada, por exemplo, e lá nos encantamos por alguém. Esse encantamento faz parte de um recurso da natureza para aproximar seres humanos de sexos opostos para que procriem. A razão básica do que chamamos de amor é a procriação. Quando nos vemos pela primeira vez e nos desejamos, estamos sendo “bichos/humanos”. Feita a aproximação entre duas pessoas que se “curtiram” visualmente num primeiro momento, vem o segundo estágio: o do convívio mais próximo, o chamado namoro. No namoro nos incendiamos pelo outro, ele ou ela. O namoro que nos “queima” leva-nos ao desejo máximo: a posse permanente. Presume-se que o casamento foi gerado pelo amor. Casados os dois “apaixonados”, é sexo e mais sexo até... Até que nascem os filhos. E assim, “inconscientemente”, cumprimos com os ditames da natureza: procriamos para perpetuar a espécie. Pensamos que foi amor. Foi, mas com as segundas intenções da natureza. Tudo bem, mas o amor, aquele que um dia nos fez perder a cabeça, nos incendiou, onde foi parar? Esse “amor”, vai dando espaço ao convívio, onde só aí pode nascer de fato o amor, sem as exigências do sexo, sem os compromissos da beleza eterna, sem as falsificações de todo tipo. Amor nasce com o tempo e esse tempo vai abrandando ou até extinguindo o sexo, aquele sexo de deixar sem fôlego. O verdadeiro amor nasce com o tempo de convívio, nasce do companheirismo. E é essa descoberta do outro, dele ou dela, esse companheirismo agradável é o verdadeiro amor que une fortemente as pessoas, aí sim, até que a morte as separe. Fora disso, é ilusão, equívoco, não por outra razão tantos divórcios e decepções. Os toscos esperam sexo fogoso, como sinônimo de amor até a morte. . Amor é sentir prazer em estar juntos. Nada mais. TALVEZ O tempo é bom aliado dos persistentes, mas muita gente confunde teimosia com persistência. Teimosia é persistir num erro e um erro nunca nos vai levar a um acerto. Já o persistente é alguém que sabe que está certo, e que vencer é apenas questão de tempo e oportunidade. E a oportunidade sempre abre a porta para os persistentes e preparados. E você, por onde anda nessa? Falta dizer Quem vive no presente não teme o futuro. E não há nada mais assustador que o futuro. Afinal, ninguém sabe da vida dele... Melhor então é deixá-lo pra lá, vivendo bem o presente e plantando para o que der e vier. Fora disso é perder tempo com o imponderável.