Pelo que entendi, elas conheceram o amor e depois preferiram a liberdade. Será mesmo que conheceram o amor? Quem, afinal, conhece o amor? Conhecemos, e bem, o desejo. Amor é uma viagem de longa distância, começando aos poucos e vai e vai e vai... e vira fogo, um fogo especial de companheirismo, de aconchegos emocionais, tudo assentado sobre as essências do parceiro, parceira. Acabei de ler relatos de uma psicóloga carioca que atende a muitas mulheres já bem “vividas”, eufemismo para não chamá-las de idosas ou velhas. A manchete do que acabei de ler dizia assim: - “Mulheres com mais de 60 anos não querem se casar, querem liberdade”. São mulheres viúvas, mulheres que um dia conheceram o “cabresto”, a corda no pescoço, a servidão humana a um “chefe” a quem a sociedade chama de chefe de família... Por que essas mulheres que um dia foram casadas e que enviuvaram não querem mais saber do amor? Não, não é do amor que elas não querem mais saber, o que elas não querem é ter uma chefia, um sujeito chato, dengoso, dependente e mandão como são os homens, e mais ainda depois de velhos... As mulheres de mais idade e que já conheceram o cativeiro querem agora liberdade para sair, viajar, não precisar “prestar contas” da vida a quem quer que seja. Querem, inclusive, no caso de novos namoros, viver em casas separadas. Eles lá, elas aqui... Certo ou errado? A resposta deve ser delas, mas pelo que vejo e tenho visto estão certas. As mulheres sempre foram muito mais criativas, independentes e espertas que os homens, a cultura é que as leva à escravidão muito cedo. Tudo começa dentro de casa com a educação diferenciada que as famílias dão a seus filhos, guris e gurias. Os guris desde cedo podem tudo, e ai das gurias que se atrevam parecido... Num primeiro momento da vida, elas já têm que ter namorado, casar e ter filhos. Mas, e se elas não querem? Ah, todos cochicham que elas têm problemas, tem-se que ver o que é... E se for um homem? Ah, é esperto, foge do casamento e das algemas das mulheres! Enfim, elas estão envelhecendo, acordaram e agora querem liberdade, sem deixar de namorar, mas... um lá e outro cá. O que eu acho? Gosto dos “juntinhos”... Putz, me entreguei! Filhos Muitas mulheres estão decidindo não ter filhos na vida. São muito criticadas. Sobre o assunto, uma filósofa de São Paulo, que escreve num jornal de lá, diz que filhos são loterias. Alguns são um prêmio dos céus, outros, maioria, são encrencas puras. Ela tem razão, conheço inúmeros casos de vagabundos e vadias que desovam os pais em asilos ou casas geriátricas podendo estar com eles e amá-los nos adiantados da vida. Vão ter o que merecem, esses malditos. Falta dizer Convivi com irmãos maristas por toda a minha vida estudantil, até o último dia de psicologia na PUC/RS. Todos de batina. As batinas, as roupas religiosas dos padres, aumenta-lhes o respeito, a distinção social, mas... Hoje o que se vê é padre enfeitado, fantasiado de caubói, dançando, com gloss nos beiços, cantando, dizendo bobagens, um deboche... Depois a igreja se queixa da perda de público, pudera! Que bagaceirice, que falta de respeito, que mundanidade barata. Compostura, já!