Dia destes falei na TV e nas emissoras de rádio que tem o meu comentário pelo Brasil sobre o Tolerância Zero, do prefeito Rudolph Giuliani, de Nova Iorque, na década de 70. Era uma “intolerância” ao crime, lembro bem.

Guris de 8 anos eram levados algemados para as delegacias, dependendo do que tivessem feito. Corretíssimo. Tínhamos que adotar essa “intolerância” por aqui, em tudo. A começar, é claro, pelos trambiqueiros de Brasília. Mas eu quero falar de nós, leitora.

Quantos e quantos defeitos nós temos, sabemos deles, defeitos que nos incomodam, que nos travam a vida, e mesmo assim teimamos? Continuamos imutáveis, tolerância total para os nossos vesos errados.

Se tivéssemos mais ânimo, decisão e ações positivas iríamos viver melhor sem precisar viver fazendo arranjos para explicar aos outros sobre nossos equívocos, e nós mesmos vivermos bem melhor, sem arrepios. Mas não. Sabemos dos nossos “crimes” de condutas erradas e continuamos.

Língua solta, por exemplo, só traz prejuízos à imagem pessoal e aos relacionamentos. Um marido que não segure a língua, que diga de tudo contra a mulher numa discussão boba e caseira é um miserável. E ele não sabe disso? Sabe, sabe, mas não muda, tolerância 10 para um grave defeito.

Um outro vive chegando atrasado ao trabalho, aos compromissos, a alegação é sempre a mesma: trânsito congestionado. E porque o mandrião não bota na cabeça de sair sempre duas horas mais cedo de casa?

Hein, safado das desculpas frias? Outro vive atrasando o pagamento das contas domésticas, sempre uma desculpa de plantão... nada explica. Outro não estuda a lição de hoje, deixa para amanhã, faz isso desde o primeiro dia de aula.

A outra não exige camisinha no sexo com o marido que não é nada confiável, e ela bem sabe disso... e se fosse o contrário, será que o fanado também não exigiria cuidados especiais no sexo?

Comer demais, beber além do aceitável, dormir tarde, não ler nem bula de remédio, mas querer bons salários e escalas de trabalho favoráveis... defeitos pessoais e coletivos de muitíssimos.

Raríssimos batem no peito e dizem: de hoje em diante tolerância zero para esses meus defeitos! Todos podemos ser bem melhores, basta querer.

– Ah, entendo, amanhã vais começar...! Até hoje, o amanhã nunca chegou à vida de ninguém. Só existe o hoje. Perdi tempo. Comigo...

Diplomas

Para que serve um diploma universitário? Para nada. Então, é hora da grande revolução. O que deve decidir sobre profissionais de todo tipo é a qualificação. Claro, que em alguns poucos cursos, como Medicina, o cara tem que ir lá, aulas práticas e presenciais.

Fora da Medicina tudo pode ser feito de casa, on-line, basta vontade e disciplina. E mesmo na Medicina, fora das práticas cirúrgicas, tudo pode ser aprendido em casa. Revolução já!

Segurança

Poupança é segura, emprego não. Fazer poupança é ato de inteligência e segurança, não se achar seguro no emprego também.

Estar sempre girando, falando com pessoas, mostrando-se como bom produto profissional e não se acomodar é a melhor prática para que o emprego não lhe tire o sono. Estás com a agenda de telefones aí? Que tal algumas ligações?

Falta dizer

Há um movimento por aí, de alguns broncos, tentando passar a ideia de que usar gravata é como colocar no pescoço uma cobra, gravata lembra cobras, dizem os estúpidos.

E não criticam, por exemplo, os pais deles, muitos médicos, militares, políticos fajutos que andam por aí, em público, com camisetas de futebol. E esses broncos, têm parte com o quê? Olhem, que eu digo...

 

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