O cara é conhecido, cantor, não está entre os 10 mais, mas muitas o conhecem. Digo muitas porque ele é daqueles tipões de quem mais as levianas gostam... É conhecido, é o que importa.

Foi ferrado pelo coronavírus, deu-se mal, escapou por pouco. Ao melhorar, ajeitando o travesseiro nas costas, na cama do hospital, o cara fez uma frase daquelas que justificam provérbios populares. O sujeito disse que “dentro da UTI, tive que evoluir”.

Aquela velha história de que muito já me vali aqui, pesquisas americanas sobre pessoas na UTI. As que estão conscientes, lá pelas tantas, repetem o mesmo mantra: - “Ah, quando eu sair daqui, vou mudar a minha vida”. E os psicólogos pesquisadores vão atrás deles para a certificação da mudança.

Dura, em média, duas semanas a promessa. O que prometeram quando na UTI esquecem logo e voltam aos mesmos hábitos. O cantor estará entre esses?

O que me traz à conversa, leitora, é que nós também estamos nessa carroça das promessas vazias. Quantos de nós temos hábitos desastrosos em nossas vidas cotidianas, temos consciência deles, mas, perseveramos, tudo vai ficando para amanhã, tipo, digamos, passagem de ano, 31 de dezembro.

Quantos idiotas fazem promessas de mudanças de comportamento na hora da passagem de ano? Eu fiz muitas, mas já faz bom tempo que nem penso mais, nunca cumpri as promessas. Esse é um típico problema nosso, lembrarmo-nos do santo só quando troveja, como o tal cantor na UTI.

Ele disse que depois desse susto por que passou vai “evoluir”, que a UTI o fez evoluir. Muitos podem estudar e não estudam, outros podem poupar e não poupam, multidões vivem mal no casamento e depois do divórcio olham para trás e suspiram: Ela (ou ele) não era tão má assim...

É tarde, o divórcio já foi assinado. E não adianta voltar atrás e querer reconciliação, quem um dia se divorciou que não se atreva a tentar reconciliação. Costuma ser o diabo a relação dos reatados.

Sabemos dos precipícios por que andamos, sabemos, mas vamos deixando os cuidados para amanhã.

Bom, não foi em vão que um dia o povo cunhou o ditado: Errar é humano. Mas se sabe que repetir o erro, os erros, é também estupidez. E é o que mais fazemos, repetir erros. Será que o cantor aprendeu mesmo?

Vida

Você conhece o impostômetro, aquele computador que assinala a montanha de dinheiro que damos ao “governo”, segundo a segundo, claro que conhece. Mas conhece o “vivômetro”?

Esse dispositivo tem que estar dentro de você, para você saber se está vivendo, com que qualidade... Muitos pensam que vivem, escorados no consumo e em falsas aparências.

Um vivômetro faria bem, para cair a ficha...

Bichos

Qualquer humano que diga que bicho não pode ser tratado como gente, porque é bicho, se revela: é o pior dos animais.

Eu queria na minha delegacia esses tipos asquerosos que andam por aí, não raramente bem aplaudidos.

Os bichos são éticos, não são regidos pela razão interesseira, falsa e bandida, como é o caso da maioria dos humanos. Pegar quem maltrata animais e... fazê-los mugir.

Falta dizer

Manchete que vem de Londres: - “Cientistas tentam descobrir o que acabará com a humanidade”. Ora, fácil: a estupidez.

Veja, por exemplo, o que o povinho está fazendo diante da peste da Covid-19. Aglomerações, despudor, desrespeito, tudo, verdadeiros últimos dias de Sodoma e Gomorra, a gentalha se estende, por maioria.

 

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