Dê uma olhadinha aí pelas esquinas. O que você vai ver... Multidões com pernas saudáveis, braços fortes, cabeça sem tumores, olhos afinados, ouvidos, nariz e garganta tudo em cima. Mas... Se caírem de quatro, não duvide, sairão pastando.

E se alguém dissesse – Ai, cara, que grossura! Eu responderia: - Se fores muito doce te comem. Se fores duro, te ouvirão. Não suporto, não gosto da covardia dos politicamente corretos. Aliás, farsantes carnavalescos, isso sim, é bom lembrar...

Disse o que disse, porque acabei de ficar muito feliz por um lado e extremamente furioso por outro, furioso diante dos mandriões. É que acabo de ler esta manchete no site UOL – “Sem as mãos, mulher vira costureira e cria suas próprias coleções”. Fui ler e ver imagens.

Sacrossanto Maná dos altares, que coisa linda! Era a história de uma mulher paraense, 45 anos, chamada Alcilene e que teve as duas mãos amputadas quanto ela tinha 1 ano e três meses de vida. Foi vítima de um incêndio doméstico.

Ela bem que poderia ter crescido para ser esmoleira, como muitas fazem ainda que tenham todo o corpo inteiríssimo. Alcilene foi educada para a superação.

Hoje, e de há muito, faz vestidos de alta costura, faz artesanatos de nos constranger pela delicadeza, acabamento e arte.

A Alcilene me fez lembrar um sujeito que em Porto Alegre, na Praça da Alfândega, centro da capital gaúcha, pintava quadros, costurava, enfiava a linha na agulha, tudo, de tudo, só com os pés, não tinha os dois braços. Há multidões desses exemplos pelo mundo.

Como essas pessoas conseguem fazer o que nós, os inteiros, os abobados da corte, não conseguimos? Sei, eles foram empurrados ladeira abaixo na vida, tiveram que criar asas para voar, criar asas no meio da queda...

E conseguiram encontrar as asas e hoje voam alto e nos constrangem, nós, os “inteiros”. Costurar nos detalhes, enfiar a linha numa agulha com os pés ou só com tocos de braços? Sim, os admiráveis da superação conseguem, um exemplo para todos nós, os inteiros, cuja maioria vai passar pela vida sem eira nem beira de uma conquista realizadora.

Tudo por vivermos nas desculpas do “não posso”, não tenho jeito, não tenho talento, não tenho sorte, isso e aquilo. E esquecendo que mais das vezes o que falta é a pior das faltas, a vergonha na cara...

Ela

Jovem, bonita e participante de um desses programas de televisão com outras tantas iguais e parecidas...

Pois, essa jovem sofreu um acidente em casa e “quase morreu”. Foi mais susto que outra coisa. Só que ela disse que a queda bem que pode ter sido “olho gordo” de participantes do programa do qual ela participa.

Não diga essa estupidez nem brincando, garota! Olho gordo é crença de gente “pequena”. É ignorância pura, ouviste?

Crenças

Quem é que mais crê em olho gordo, em invejas, e em seca-pimenteiras na vida? Os ignorantes, os que não se garantindo em nada se veem prejudicados por alguém que pode, presumidamente, mais.

Refinada estultícia. O que há é segurança ou insegurança na vida das pessoas. O que preponderar as levará ao sucesso ou às crenças ordinárias.

Falta dizer

Muitos estão dizendo que o teletrabalho veio para ficar. Em muitos casos, penso que sim, todavia...

As mulheres vão se ferrar. E as que não são disciplinadas mais ainda. Vão ter o trabalho da empresa, vão cuidar dos filhos, vão cozinhar, vão atender a porta... Tudo.

E os maridos? Bolas, cada vez mais folgados, afinal, elas estão em casa...

 

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