Volta e meia ouço um apoucado da mente dizendo que seu maior desejo é a paz mundial. Primeiro, nunca houve paz mundial, nunca. Se alguém tiver dúvida é só pegar um livro de História Universal (nome impróprio) e vai ver que em todos os tempos houve uma guerra “especial”, uma peste, um cataclismo, uma ditadura cruel, entreveros, enfim, de toda sorte. Paz mundial é uma utopia dos ingênuos. Leio muito sobre monges, monjas, religiosos de todo tipo e nunca encontrei um só que não tentasse dar nó em pingo d’água, tudo fora da casinha... Paz mundial ou pessoal não me soa possível, salvo se a pessoa estiver fora da realidade, afetado por grave enfermidade cerebral, só assim. Vim até aqui, desiludido da vida, para dizer que, enfastiado, fui, mais uma vez, à minha caixa de sapatos. Pensei: - “Deve haver alguma coisa interessante para “pescar”, assim, no escuro, vou enfiar a mão na caixa e usar da frase que vier”. Veio esta e por isso iniciei a conversa do modo azedo como você notou: - “O segredo da vida não é o que acontece com você, e sim o que você faz do que acontece com você”. A frase estava assinada por um autor famoso, mas a frase é tão antiga e tolinha, pela obviedade, que nem vou citar o autor... Vamos lá. Tudo bem que o que importa não é a coisa em si mesma, mas o valor que dou a ela, o que faço com ela. Há coisas que me acontecem e me deixam furioso, disposto a pegar em armas, coisas que se fossem com você duvido que você não saísse por aí rindo... Ou vice-versa. Não existe o que possa ser desagradável ou agradável a todos. Mas essa possibilidade de “paz”, que é dita por muitos ser uma capacidade de qualquer pessoa, dependendo apenas do que ela faça com a ofensa ou a provação, não é bem assim. Alguém me bate no lado direito da cara, dou o esquerdo para o agressor? Uma ova, ninguém faz isso, isso é pregação de espertalhões que querem a não reação das pessoas diante das barbáries deles. Impossível a paz, afinal, temos o passado que nos incomoda, inquieta, e o futuro que assusta, todo futuro assusta antes de se tornar presente. E o que assusta tira a paz, logo, havendo consciência haverá inquietações, e inquietações nunca foram sinônimos de paz... Vá lá, a frase estava assinada pelo Norman Vicente Peale, pregador religioso americano, um cara muito legal... Teatro Fico a me imaginar candidato numa eleição. Santo Deus, teria que ter estômago para comer pastel com carne de 3ª em boteco e sorrir... Pegar criança ranhenta no colo e sorrir... Abraçar gente sem banho e sorrir... Mentir, mentir e mentir e sorrir. Credo, é preciso ser bom ator/atriz. E quem não o for não terá a mínima chance nesse circo, opa, desculpe, nesse “teatro” eleitoral. Falta dizer Cada vez mais e mais pessoas trabalhadoras e honestas não dormem à noite em razão dos “pancadões”, a zoeiras de som alto. Ah, é? Pancadão se acaba com pancadão, muito pancadão. De borracha...