Dia destes, ouvi um sujeito dizer que o corpo sofre muito quando uma pessoa se torna famosa. Ouvindo isso, muitos podem saltar da cadeira e dizer que não há nada melhor do que a fama, a fama nos afaga o ego, nos eleva a autoestima, nos faz ricos... E o que pode haver melhor do que isso?

Pensando rapidamente poderia ser assim, poderia, eu disse. Mas não é. O sujeito que fez a frase de o corpo sofrer muito quando a pessoa se torna famosa tinha razão. O corpo precisa de muito pouco para ser feliz, precisa de comida, de água, um abrigo para os dias de frio, um ambiente agradável para os dias de calor e... vamos ficando por aí.

O mais é “desejo”, não necessidade. Ocorre que a fama exige sacrifícios, sacrifícios que devem ser pagos pelo corpo. E tudo começa, pelo menos é o que se observa, pelo peso: o famoso não pode engordar, o famoso tem que operar o nariz se ele for ligeiramente adunco, não pode ter rugas, tem que fazer plástica, tem que fazer ginástica além da conta, quase ao insuportável... Tem que ir a festas indigestas, tem que usar roupas apertadas, conviver com pessoas desagradáveis, enfim, um rosário de sacrifícios e... o corpo não gosta disso.

O corpo gosta de conforto, paz, relaxamento. As pessoas famosas ou “importantes” precisam sacrificar quase que o dia todo o pobre do corpo indefeso. Mas esse sacrifício do corpo tem um preço: doenças de toda sorte, a começar pelas emocionais, mentais. Ou por que você acha que tantos “famosos” andam nos limites da depressão e de doenças de toda sorte? Uma coisa é necessidade, outra é desejo.

O famoso tem poucas necessidades e muitos desejos, desejos de aparecer, de ser apreciado, curtido, um desejo que vai perdendo os limites... e o corpo compelido a sacrifícios que não lhe são naturais, cobra. O corpo odeia a fama pelos sacrifícios por que tem que passar. A mente do famoso, do que quer viver aparecendo, torna-se tirana, ditadora e... o corpinho cobra o preço.

Preços altos, não raro, fatais... E quem mais busca a fama, o ser notado, é a pessoa insegura, medrosa de seus limites, sozinha dela mesma. Coitada, diz o corpo dela, e quem paga sou eu...

Eles

Tenho ouvido repetidamente que os jovens de hoje são criativos, generalistas e não querem ficar muito tempo na mesma função e na mesma empresa. Cuidado, rapaziada. As leis do trabalho são imutáveis ao longo do tempo. Se chegaram a uma boa empresa, as possibilidades de crescimento dependem de vocês, mas esse crescimento exige tempo e demonstração de valores de ordem moral. Viver pulando de galho em galho é coisa de gentinha que não se garante nem qualidades têm. Acordem para as realidades. Ué, e os pais não lhes dizem isso?

Pergunta

Numa certa empresa, aqui de Santa Catarina, os entrevistadores de candidatos para emprego estão fazendo uma pergunta interessante: Em quem você pensa em votar nas eleições para presidente? – “Ah, mas essa pergunta nada tem a ver com a função a que se habilita o candidato...”. Até pode ser, mas... revela, sim, muito da personalidade do candidato. A pergunta pode nada ter a ver com a função, mas que revela valores, tendências e caráter, ah, sem dúvida. Olho vivo.

Falta dizer

Universitários vagabundos usam do espaço de universidades para fazer festas de fim de semana, usam e deixam uma sujeira danada, como a cara deles. É preciso obrigar esses vagabundos a limpar tudo. Ninguém é empregado deles. Safados!