Ninguém consegue motivar alguém apenas por palavras. As pessoas podem, isso sim, descobrir algo de interessante em alguém e desejar lhe seguir os passos, muitos confundem isso com vocação. Vocação não passa de um desejo de imitar alguém que nos produziu boa impressão, admiração, e essa impressão pode ser consciente ou inconsciente. Daí surge o desejo de ser igual ou parecido, o que para muitos é vocação, um jeito de ser vindo do berço. Já disse, não vem. Acabei de ler uma história, mais uma entre tantas parecidas que estão nos meus arquivos temáticos, arquivos de que me valho para muitas necessidades do meu dia a dia, como as palestras. O assunto diz de uma “vocação” para a arte de encenar. Vou falar de Eva Vilma, a Vivi, atriz mais que talentosa das novelas, teatro e cinema. Ela tem 82 anos. Como já disse, ninguém motiva ninguém só por palavras. E com isso quero dizer que não vou gastar o seu e o meu tempo, leitora/o tentando fazer, se for o caso, que você siga o exemplo da Eva Vilma. Na reportagem que li, Vivi diz que sofre dores terríveis com uma artrose no braço direito. Mas diz que – “Em cena, tudo desaparece”. Vale dizer que quando ela sobe ao palco esquece das dores. Faz sentido. Uma paixão anestesia as dores do corpo. E não falo de paixão por ele ou ela, isso é outra conversa; falo de paixão/amor por um trabalho, seja ele qual for. Esse trabalho nos dá energias especiais, nos faz esquecer dos sofrimentos ou problemas do dia a dia, nos dá energia, saúde e vida. O diacho é que a maioria das pessoas sonha com a aposentadoria, não para iniciar uma etapa de desafios e paixão por algo que de há muito esperam por fazer. Não, nada disso. O sonho “dessa” maioria é por aposentar-se mesmo, nada mais na vida. Estou falando, é claro, de pessoas saudáveis, dos que podem trabalhar ou viver intensamente um sonho de vida. Essa pobre maioria que vive sonhando com feriadões, férias e aposentadorias só trabalha por salário, por dinheiro, esquecendo que quem trabalha só por dinheiro, ganhe o que ganhar, será sempre uma pessoa mal paga. Saindo de casa cheia de dores, Vivi andou por 73 cidades brasileiras nos últimos meses encenando a peça Azul Resplendor. Sem dor... Gracinha Estava num “grande” jornal de São Paulo, a história de uma fonoaudióloga que tentou, tentou e não deu no couro como fonoaudióloga... Largou a “fono” e abriu uma empresa de decoração. Fracassou. Abriu outra com chocolates. Foi a pique de novo. Sabes o que ela faz hoje? Virou coach, “ensina” pessoas a se dar bem em suas atividades profissionais... Coach é um título de seniores em empresas americanas que orientam jovens diretores ou funcionários, não são aventureiros que não deram para nada... Falta dizer Vou dizer antes, recorte e guarde: - O Brasil não terá nesta Olimpíada nenhuma chance de medalha de ouro em Natação, Atletismo e Ginástica. Terá alguma chance em esportes menores...