Tenho um motivo para dizer o que vou dizer. Mas espere um pouco. Antes, preciso relembrar que leio jornal, assino três e compro outros dois, todos os dias. Faz tempo isso.

Aliás, já disse aqui que quem lê sabe, e quem lê jornal sabe mais. E se eu dissesse isso só por estar aqui, no jornal, eu seria mais que um biltre.

Digo uma verdade que a adotei logo ao início da carreira, quando jornalistas liam jornal furiosamente... Dito isso, que tal iniciarmos a nossa conversa de hoje? O assunto é banal: ser rico.

A meu juízo, há dois tipos de rico, o rico por dentro e o rico por fora.

A população mundial prefere ser rica por fora, muito dinheiro no banco e exposições públicas, quase sempre ridículas, haja vista as fotos sociais dessas pessoas.

O outro tipo de rico é o rico por dentro, o que não faz alardes por fora, mas vive no conforto interior, alma e espírito em paz. Um rico especial, e raro, na vida é o que tem por fora e tem muito mais por dentro.

Como disse, leio jornais, vários ao dia, os que assino e os outros dois que costumo comprar. Um espaço que não deixo passar em branco é o das colunas sociais, onde todos, não lembro de exceção, aparecem sorrindo.

E você acha que aqueles sorrisos são espontâneos, naturais, resultantes de uma satisfação interior gerada pelo convívio com amigos? Nem é preciso responder.

Agora, não sei se você já notou, os de fato ricos, os multimilionários, não costumam aparecer nos jornais, não em festas. Não recordo de um deles. Tenho, por exemplo, agora, aqui, na ponta da língua o nome de um dos mais ricos do Brasil, se não for o mais rico.

Aliás, um dos mais ricos do mundo. Mas nem com grito de “incêndio” você vai encontrá-lo em colunas sociais. São os ricos que além da riqueza material são ricos por dentro. E com esses saiamos da frente, esses são de fato ricos, por dentro e por fora.

Sim, e nós aqui do outro lado da cerca, o que fazemos? Mentimos, mentimos nas redes sociais e em todas as oportunidades possíveis. E nesse caso, somos pobres, os piores pobres, os que não admitem suas pobrezas “interiores”... Hi, lá vem um fotógrafo, bah, deixe-me sorrir...

Sabedoria

Os povos milenares intuíram que uma árvore quando atinge o seu topo de crescimento começa a morrer. Nós também.

Dar-se por realizado, acomodar-se no crescer, que deve ser contínuo, é o começo do fim, é o fim. E o “quero mais” não é dinheiro no banco, é o quero mais da vida, dar e receber dela.

Poucos vivem por essa postura. A maioria quer “pijama e pantufas” na vida. Condenam-se ao “fogo” e não desconfiam...

Verdade

Ele é ator, produtor, diretor, simpático e famoso... De uma grande TV. Dia destes, ele disse uma sacrossanta verdade: - “A Internet deu voz aos idiotas”. Ele falava das “lives”. Certíssimo.

Os rebotalhos humanos assumiram as lives, sem talentos nem “semancol”. Coitados. O látego da verdade os vai ensinar. Espelho faz bem...

Falta dizer

Cresci ouvindo adultos se referir à Europa como “Primeiro-Mundo”, acreditei nisso. Hoje cuspo quando ouço essa mentira. A Europa não tem nada de primeiro-mundo.

Veja o que estão fazendo com os “velhos” na Suécia. Morrem como moscas, sem amparo especial nos asilos. No máximo ganham o maldito, próprio de médicos incompetentes, “cuidados paliativos”. E aqui é diferente? Uma figa!

 

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