A carta

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Por: Luiz Carlos Prates

quarta-feira, 04:00 - 09/03/2016

Luiz Carlos Prates
Acabei de reler a carta testamento de Getúlio Vargas e algumas ideias me ocorreram. E sem essa de que é conversa de autoajuda, psicologia barata. Grosso modo, não existe isso de psicologia barata. Todas as ideias são de pensar, e do pensar saem outras ideias... O grande problema é não pensar, ou não ter sobre o que pensar, ter uma cabeça vazia, oca, quer dizer, a cabeça da maioria... Você anda amuada, leitora, de cabeça baixa? Ele foi embora e lhe deixou na mão? Ou foi ela quem o mandou passear, leitor? Pior que isso, foste demitida, demitido? Andas sem dinheiro no bolso ou quem sabe uma moléstia lhe apoquentando? Seja o que for, claro, você sabe, tem saída, e a saída está logo ali... dentro de você. Não, não é conversa de otimista sem sapatos, é verdade pura e irretocável. E aqui entra o que a carta testamento do Getúlio Vargas, o maior presidente da História do Brasil, fez-me lembrar. Getúlio, antes de puxar o gatilho sobre o peito, escreveu uma carta ao povo brasileiro. Nessa carta, Getúlio a certa altura diz que: - “Aos que pensam que me derrotaram, respondo com minha vitória”... Bela frase, é de pensar e dela tirar lições. Grave decepção amorosa? Demissão na empresa? Doença? Falta de dinheiro momentânea, grave ou aparentemente sem saída? Tudo tem saída. Desde que a pessoa diga aos seus problemas que “eles pensam que o/a derrotaram, você está partindo para a vitória”. E daí em diante, leitora, leitor, é com você. Ah, mas é doença grave? Pode ser o que for, ainda não surgiu sobre esta Terra quem tenha o poder de nos matar as esperanças e as possibilidades de todos os milagres de que somos capazes. Veja bem, eu disse “somos capazes”, vale dizer, os poderes são nossos, só nossos, de ninguém mais. Com eles podemos tudo, desde, é claro, que dentro do peito arda a chama olímpica da Esperança e da Fé. Com essas duas sobre o peito não há quem nos vença, e parafraseando Getúlio Vargas – se elas pensam que nos derrotaram ou vão derrotar, coitadas, que percam a esperança. Vamos responder com nossa vitória. E não precisaremos sair da vida para entrar na história...

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