Ao longo do ano de 2018, através de colunas semanais, relatamos várias terapias de tratamento disponíveis dentro da odontologia com o intuito informativo de esclarecer e conscientizar mais a população a respeito desse assunto. Sendo assim, um dos tratamentos que ainda provoca muitas dúvidas é o tão conhecido e comentado enxerto ósseo para se realizar um implante dentário.

O implante se comporta de maneira semelhante a raiz do dente natural, sendo assim, o mesmo fica instalado onde a raiz do dente perdido deveria estar, na estrutura óssea. Por esse motivo é extremamente importante investigar previamente ao tratamento por meio de exames de imagem, como está a estrutura óssea do nosso paciente.

Com o passar dos anos, após o paciente sofrer a perda de um ou mais dentes, o osso que estava em volta da raiz perdida e era responsável pela sua sustentação perde sua função. Sendo assim, ao longo dos anos ele passa por um processo de “remodelação”, popularmente conhecido como “atrofia óssea”.

Caso o paciente procure tratamento e não possua quantidade óssea o suficiente para a instalação do implante, realizamos o procedimento chamado enxerto ósseo. Este procedimento tem como principal objetivo, reestabelecer a quantidade de osso necessário para que se tenha suporte o suficiente para a instalação de um implante dentário.

O enxerto ósseo hoje se tornou um procedimento mais seguro e tranquilo para os nossos pacientes visto que, a infinidade de técnicas e materiais disponíveis para cada situação facilitam muito o planejamento do tratamento.

Consequentemente, se o procedimento é mais tranquilo para o profissional, isso se reflete também ao paciente. Hoje existem materiais fantásticos que nos fornecem infinitas possibilidades de trabalho.

Um dos materiais que hoje tem grande contribuição nos procedimentos de enxertos ósseos são os biomateriais. Esses biomateriais são estruturas criadas em laboratório e também são conhecidos como osso sintético, sendo sua principal função atuar como o osso humano.

Com isso, em muitos casos, não é mais necessário a remoção de estrutura óssea de uma área doadora do próprio paciente. Resumindo, através desse biomaterial podemos devolver a estrutura óssea perdida de uma maneira mais rápida e menos incomoda ao nosso paciente. A facilidade de manipular o “osso sintético” também é responsável por ser hoje um grande ator nos tratamentos que envolvem reabilitação por meio de implantes dentários.

Esse fato só demonstra ainda mais como a odontologia evoluiu ao longo dos anos e cada vez mais facilita a vida de nossos pacientes. Está cada vez mais evidente que nossos pacientes hoje desfrutam de uma odontologia de excelência e que nós, cirurgiões-dentistas, temos que nos orgulhar de contribuir de maneira tão significativa para esses acontecimentos.

  • Dr. Gustavo Dagostim CRO/SC 12.689
  • Cirurgião Dentista - Universidade Estadual de Londrina (UEL)
  • Especialista em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial - Universidade Federal do Paraná(UFPR)
  • Especialista em Implantes Dentários (ZENITH)
  • Habilitado em Acupuntura na odontologia, Dor Orofacial e DTM (GAPEDOR)
  • Habilitado em uso de Toxina Botulínica terapêutica para tratamento de Desordens Orofaciais (ILAPEO)