Operação aconteceu nesta quarta-feira na Casa d' Agronômica | Foto Divulgação
Operação aconteceu nesta quarta-feira na Casa d' Agronômica | Foto Divulgação

A Operação Pleuman, que realizou buscas na residência oficial do governador Carlos Moisés (PSL) e outros dois investigados atendeu pedido da subprocuradora da República, Lindôra Araújo, que considerou a medida necessária para verificar se a ordem de pagamento antecipado dos 200 respiradores partiu de fato do governador. Para a Procuradoria, há elementos que demonstram a constituição de um esquema criminoso de desvio de dinheiro público.

A operação em si não trouxe grandes novidades, com o diferencial que se confirmadas poderão acelerar oferecimento de denúncia contra Moisés. As buscas tiveram origem em uma gravação onde um dos investigados diz que “o governador já tinha liberado o processo de aquisição”.

No despacho que autorizou a operação, o ministro Benedito Gonçalves ainda apontou que o ex-secretário da Casa Civil, Douglas Borba, apontado como responsável por indicar o grupo empresário para o qual foi direcionada a compra dos respiradores, “sempre falava em nome do Governador”.

No campo político, a operação deixa mais frágil ainda o governo combalido de Carlos Moisés. Na Alesc, o afastamento do poder já é dado como inevitável. “Se não por pelo Tribunal de Julgmento será pelo STJ”, declarou o deputado Ivan Naatz (PL), relatos da CPI dos Respiradores.

 

Governador Carlos Moisés classificou a Operação da PF como “desnecessária e injustificada” | Foto Secom

 

“Injustificada”

O governador Carlos Moisés classificou a Operação da PF como “desnecessária e injustificada”. Segundo ele, os equipamentos apreendidos já tinham sido oferecidos à Justiça dois meses atrás, quando o STJ abriu inquérito no caso dos respiradores. No final da conversa com os jornalistas Moisés deixou no ar: “Vocês sabem o que está acontecendo aqui”. Defensores e apoiadores do governador falam em “golpe”, mas muito mais timidamente do que foi o movimento petista sobre o episódio envolvendo a ex-presidente Dilma.

 

Pé na bunda

O deputado Ivan Naatz (PL) se excedeu ao comentar a operação da Polícia Federal na sessão da Alesc. Ao citar que os apontamentos da subprocuradora já constavam no relatório da CPI, o deputado disse que “isso afasta qualquer alegação de golpe. Naatz encerrou a declaração dizendo: “a população quer meter um pé na bunda dessa gente (sic)”. Depois pediu para tirar a palavra de baixo calão da taquigrafia.

 

Conspirações

As teses para explicar o possível afastamento de Moisés são muitas. Tem a tese do golpe para que “as forças políticas de sempre retomem o poder”, nesse caso com a cassação do governador e vice. Tem a tese de que a subprocuradoria da República influenciada pelo governo federal estaria perseguindo os governadores ditos “traidores” de Bolsonaro. E também a de que o próprio PSL estaria negociando por debaixo dos panos uma retomada das rédeas no Executivo estadual. Por enquanto são só teses.

 

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