A infância é uma fase que para todos deveria ser prazerosa, estimulante, desafiante e feliz. Porém, sabemos que na realidade não é bem assim. Hoje, por incrível que pareça, eu não vou falar da infância, mas, sim, falarei da atenção que precisamos ter para sair de algumas armadilhas em que nós nos colocamos.

Quando nos deparamos com pensamentos e até falas do tipo: “Como era bom ser criança, que não precisava se preocupar com nada” ou então, “Bom mesmo era na infância que eu só tinha que estudar e brincar”. Posso ainda complementar com outras formas de terminar esta mesma frase: ... que podia usar qualquer roupa, ...que não tinha conta para pagar, ... que não precisava ir trabalhar, ... que a vida era mais leve e mais divertida, entre tantas outras.

Quando liberamos esse tipo de mensagem, o que queremos dizer nas entrelinhas é que o que temos hoje não é bom. Olhar para o passado e dizer que lá é que era bom, significa dizer que o presente não lhe agrada. Se o seu presente não lhe agrada de fato, faça algo para mudar. Essa mudança só depende de você e de ninguém mais!

Agora, se você gosta do que conquistou, mas é pesado se colocar em movimento de forma consistente, finalizar o que inicia, tirar os projetos do papel, se sentir leve e que a vida está fluindo a seu favor, então você provavelmente caiu em alguma armadilha sua. E neste momento, eu lhe convido a reler todas as frases que escrevi acima que começam com “Como era bom ser criança...”.

Se você se identifica com alguma delas, eu preciso dizer que as coisas só irão fluir na sua vida de forma leve, divertida e mais prazerosa quando você começar a se responsabilizar pelas suas ações.

Comece a fazer o que precisa ser feito, sem mimimi, sem resmungar, acolhendo o que tem, sendo grata por quem está ao seu redor e, assim, você amadurecerá emocionalmente e vai deixando aquela postura (de desejo inconsciente) de menina que não tinha responsabilidades e começa a assumir seu lugar de mulher, mulher que é capaz, inteligente, elegante, responsável, mulher que faz, que cuida, que ama, que paga, que manda e desmanda.

Quando assumimos essa postura, deixamos para trás aquela necessidade infantil de ser amada e ser cuidada pelos outros. Podemos nos permitir dizer não e correr o risco de não ser aceita e de não agradar, porque já entendemos que amor verdadeiro não coloca condição.

Quando nos sentimos prontas para arregaçar as mangas e fazer o que precisa ser feito, é porque entendemos que agora esse é o meu papel e não mais o do outro.

Quando éramos crianças, os outros precisavam fazer as coisas por nós porque nós não tínhamos conhecimento ou porque não dávamos conta.

Mas agora, assumindo a responsabilidade das suas escolhas e das suas consequências, você está pronta para ser quem é e se sentar na cadeira que lhe foi designada. Você se mostra que é capaz e que dá conta, ou até de que, se for preciso, sabe a quem chamar para ajudar a resolver ou a lhe preparar para resolver as suas questões.

Para concluir, eu lhe encorajo dizendo: Bora para ação! A vida adulta pode ser leve e muito gostosa quando estamos no lugar que é nosso!

Um abraço,

Karine Becker Petelinkar

Psicoterapeuta e Mentora de Mulheres

@karinebeckerpetelinkar

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