Por muitos anos, o capital humano foi desvalorizado nas empresas e profissionais eram considerados, para os negócios, apenas ‘peças’ facilmente substituíveis.

A atual ‘Sociedade do Conhecimento’ não permite saudade do tempo da Revolução Industrial, tão bem satirizada por Charles Chaplin, em seu antológico filme “Tempos modernos” (1936), através do icônico operário The Tramp (Vagabundo), dominado pelas máquinas e escravizado pela busca incessante do lucro imediato e crescente, pelos donos das fábricas. Realizando sempre a mesma atividade braçal, de forma repetitiva, sem utilização da mente, The Trump teve um colapso nervoso,

não conseguindo mais parar de fazer os movimentos que fazia muito rapidamente dentro da fábrica, sendo levado a um hospital. E a sua história segue muito triste.

Felizmente, a gestão de ‘pessoas’ - distanciada da antiga gestão de ‘recursos humanos’, tal qual às de recursos ‘materiais’ e ‘financeiros’ - fez parte desta verdadeira revolução.

Hoje, na “economia do conhecimento”, os resultados estão ligados, essencialmente, à competência profissional, ou “C.H.A”, soma de ‘conhecimento’ (formação profissional), habilidade (prática, vivência, domínio do conhecimento) + atitude (emoções, valores, sentimentos, comportamentos).

Trabalhadores deixam de exercer funções repetitivas e concentram-se em tarefas estratégicas e de controle de projetos. Ou seja, são valorizados pelo que contribuem com a sua competência e não pelo seu esforço físico.

A ‘moeda’ passou a ser o ‘conhecimento’, quer sob a forma do saber científico, saber tecnológico, saber ‘fazer o melhor’. Desta forma, o valor agregado a produtos e serviços, sob a forma de satisfação e encanto de clientes, impõe, a cada instante, o obsoleto, fazendo o mundo se reinventar em turbilhão.

O conhecimento, como importante fator de produção, humanizou a relação capital × trabalho em prol de uma sociedade mais justa, sem necessidade de recorrência a sistemas surreais, como socialismo, comunismo, assistencialismo e equivalentes.

Atualmente, são os colaboradores da empresa que fazem (quase) tudo acontecer nela, desenvolvendo novas soluções, garantindo o seu sucesso e tornando possível o seu crescimento. Por isso, a gestão deve

manter o colaborador no centro, não só em remuneração, carreira e futuro, mas, também - e isto falta muito - reconhecimento público.

Enfim, indo ao ‘âmago do tema’ deste texto, pergunta-se: por que, ao se elogiar o sucesso de uma empresa, em uma solenidade, reportagem ou artigo, só se inclui gestores, quer sejam executivos principais ou donos do negócio? Por que nunca estão juntos, também, na linha de frente (e projeção), aqueles profissionais das áreas operacionais e técnicas, tão ou mais importantes e imprescindíveis para o sucesso da empresa, até que seus líderes?

Afinal, nenhum time de “pernas-de-pau” alcança bons resultados, mesmo sob gestores altamente competentes. Será que, por isso, nas fotos dos campeões esportivos, os jogadores sempre ficam à frente do técnico, como que dizendo, que o time mereceu mais que ele?

Não cabe qualquer discussão sobre quem é mais importante e sim o que leva ao sucesso. Afinal, segundo Michael Jordan, considerado, por muitos, o melhor jogador de basquete de todos os tempos e um dos mais importantes desportistas masculinos da história: “o talento vence jogos, mas só o trabalho em equipe (líder e liderados) ganha campeonatos”.

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Emílio Da Silva Neto

Dr. Eng., Industrial, Consultor, Conselheiro, Palestrante, Professor (*) Sócio da ‘3S Consultoria Empresarial Familiar’ (especializada em Processo Decisório Colegiado, Governança, Sucessão, Compartilhamento do Conhecimento e Constituição de Conselhos Consultivos e de Família). Doutor em Engenharia e Gestão do Conhecimento.

Curriculum Vitae: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4496236H3
Tese de Doutorado: http://btd.egc.ufsc.br/wp-content/uploads/2016/08/Em%C3%ADlio-da-Silva.pdf
Contatos: emiliodsneto@gmail.com | (47) 9 9977-9595 | www.consultoria3S.com