"A governança em tempos de home office"
"A governança em tempos de home office"

Europeus nascidos entre 1925 e 1942 (em meio à Grande Depressão e Segunda Guerra Mundial), da chamada "Geração Silenciosa", passaram boa parte de sua infância e juventude, em ambientes com muitas dificuldades e privações.

Com seus países arrasados, precisaram reconstruir o mundo e sobreviver, renunciando a necessidades e desejos pessoais por objetivos comuns, tornando-se pessoas respeitosas a hierarquias e de forte espírito de sacrifício.

Este espírito de coletividade perdeu-se nas gerações seguintes, com a prosperidade econômica do mundo, sendo substituído por um espírito individualista.

Agora, diante da pandemia do novo Coronavírus, as principais medidas focam no isolamento e quarentena, tudo pelo bem da coletividade.

Ou seja, o ser humano precisa de momentos de crise, para se dispor a mudar seus modos de vida. E isto não para proteger a si mesmo, mas para ajudar a sociedade como um todo, principalmente as pessoas mais frágeis e expostas, ou seja, dando-se um tempo para pensar, de fato, nos outros.

Às empresas, cabe aproveitarem este novo momento para, mais uma vez, “fazer do limão uma limonada”, pois o mundo continuará girando e novas oportunidades surgirão.

Sim, a vida continuará! O Brasil e o mundo retomarão sua vida econômica e as empresas precisarão estar mais preparadas que a concorrência, em produtos e serviços, para o mundo pós-coronavírus.

Este estratégico distanciamento físico entre pessoas fez muitas empresas optarem pelo home office, com pessoas, que nunca trabalharam de casa, tendo que lidar com dificuldades neste novo ‘ambiente de trabalho’.

Quem não se distrai em casa está de parabéns. A produtividade em trabalho remoto sofre muitas tentações, que roubam a atenção. É a Netflix, o sofá, a cama e até mesmo coisas que geralmente não distraem (como uma louça para lavar).

Assim, pensando neste contexto, há que se seguir estratégias para garantir produtividade ao home office, principalmente, com a consciência de que o trabalho em casa, mesmo no isolamento individual, deve continuar sendo em prol do coletivo, isto é, para a empresa e equipe.

Para isso, criam-se rotinas de marcação de ponto online, grupos específicos de WhatsApp e videoconferências, alinhando demandas e tarefas. Isto porque o principal cuidado com o trabalho remoto é a comunicação, que não flui naturalmente do mesmo jeito que a presencial.

Neste aspecto, o líder tem papel fundamental, inclusive no campo emocional dos seus subordinados. Precisa ter uma inteligência superior sobre o que está acontecendo e ser um porta-voz da empresa, pois nesses momentos o nível de estresse e pânico é critico, o que impacta a produtividade mais até que o próprio vírus em si.

O fato é que o home office, forçado pela situação atual, terá grande impacto, quebrando paradigmas e preconceitos. Muitas empresas decidirão que não funciona e outras adotarão para sempre o modelo ‘caramujo’.

Mas, acima de tudo, que o novo Coronavírus não contamine a definição de governança, “modelo de gestão que respeita todos os envolvidos no negócio”, ou seja, que seu foco continue priorizando o todo, com cada indivíduo se submetendo ‘hierarquicamente’ ao coletivo.

Só assim, quando as ‘máscaras voltarem às gavetas’, os desafios da governança continuarão sendo vencidos.

Disponível para compra na Grafipel, em Jaraguá do Sul. Também com dedicatória personalizada, diretamente com o autor.

Emílio da Silva Neto

Dr.Eng. Industrial, Consultor/Conselheiro/Palestrante/Professor (*) Sócio da ‘3S Consultoria Empresarial Familiar’ (especializada em Processo Decisório Colegiado, Governança, Sucessão, Compartilhamento do Conhecimento e Constituição de Conselhos Consultivos e de Família). Doutor em Engenharia e Gestão do Conhecimento

Curriculum Vitae: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4496236H3

Tese de Doutorado: http://btd.egc.ufsc.br/wp-content/uploads/2016/08/Em%C3%ADlio-da-Silva.pdf
Contatos: emiliodsneto@gmail.com | (47) 9 9977-9595 | www.consultoria3S.com