Se preservar a história é uma forma de entender o presente, reconstruí-la é uma forma de reviver. Este resgate, cujo vestígio remanescente, é uma solitária pilastra centenária no meio do Rio Itapocu, virou projeto arquitetônico, e agora, com nova licitação em processo de abertura pela Prefeitura Municipal.

Como já abordamos no OCP, a antiga ponte com cobertura, no Centro de Jaraguá do Sul, resplandecerá com o mesmo significado e dinamismo de outrora, mas adaptada a nova e atual cidade. Então, da velha pilastra brotará, novas passagens, caminhos, encontros, sonhos e contemplação.

A velha e isolada pilastra, hoje tombada como patrimônio histórico, permitirá que a cidade redirecione seu olhar para o rio. Dos olhares contemplativos, advirão cenas históricas da colonização, lá dos idos anos 1910, quando a população de Jaraguá do Sul se obrigava a atravessar o Rio Itapocu de balsa, como forma de escoar a produção agrícola, para impulsionar o desenvolvimento.

Espera-se agora, que em breve, do mirante da nova ponte estaiada, apoiada à velha pilastra, seja possível projetar na memória, cenas dos colonos que saíam do trapiche ao lado do comércio de Jorge Czerniewicz, na época conhecido como Porto Czerniewicz, para a diária travessia.

Pode-se também imaginar a primitiva, pequena e frágil ponte arrastada por uma enchente de 1911, surgindo, então, a ponte viabilizada por Abdon Batista, da qual herdamos a velha pilastra. Que esse resgate possa se concretizar, como mais um símbolo significativo para o orgulho jaraguaense.