Por Nelson Luiz Pereira_conselheiro editorial do OCP

 

Nossa condição de existência terrena é forjada, essencialmente, em sacrifício. Todos buscamos sobrevivência e desenvolvimento, e não há outro meio de se buscar isso, senão por meio de sacrifício, aqui entendido em seu sentido lato.

A Páscoa, com todo seu simbolismo, relembra, festivamente, a saída do povo judeu do Egito, após 400 anos de escravidão, ou sacrifícios. Lembra também “passagem”, por estar relacionada à noite em que a última praga foi lançada sobre o Egito, tendo o anjo de morte ferido os primogênitos egípcios, marcando a libertação do povo judeu.

No entanto, esta data relembra, sobretudo, a mensagem da Cruz, como o maior dos sacrifícios. O triunfo sobre a morte. A nós, meros mortais, cabe absorver o sentido do sacrifício enquanto meio de libertação de tudo que nos faz desumanos.

Esta é mais uma Páscoa que ficará marcada pelo medo, angústia e mortes. Embora não tenhamos o poder de triunfar sobre a morte, podemos triunfar sobre a vida. Temos na pandemia esse significativo desafio.

Que a Páscoa possa ser, para todos os povos e todas as crenças, a oportunidade de se deixar morrer, em cada coração, o ódio, a intolerância, a imoralidade, o egoísmo, o pessimismo, o preconceito, a falsidade, a hipocrisia, a xenofobia, a misoginia, a homofobia, a inveja, a avareza e tantas outras mazelas.

Que ela seja, por outro lado, o momento de renovação, em que possa se deixar renascer a esperança, a compreensão, a união, a justiça, o respeito, a solidariedade, a compaixão, a paz e o amor.

Fundamentada nesta reflexão, a Rede OCP de Comunicação, deseja a todos seus assinantes, parceiros anunciantes, colaboradores e comunidade, uma Feliz Páscoa.