O Brasil possui uma das 10 maiores Bibliotecas Nacionais do mundo (Biblioteca Nacional do Brasil, no Rio de Janeiro), considerada a maior da América Latina. Entretanto, exibimos um dos piores índices de leitura. Apesar da tímida evolução verificada nos últimos anos, pesquisas apontam que quase metade dos brasileiros não leem e 30% nunca compraram um livro.

Esse déficit ajuda a determinar a baixa qualidade da nossa educação. Não há outro caminho capaz de reverter esse inibido status senão pela massificação do livro. Só o livro garante emancipação do mundo diminuto, do vácuo cultural, da servidão dogmática, da miopia política, do viver lacônico, do niilismo existencial.

Uma nação verdadeiramente livre e desenvolvida se constrói com instrução, educação e cultura. O que vem depois é consequência dessa base, porque, em essência, o mundo é de quem lê. No Brasil essa lógica está há muito invertida.

Carecemos de uma revolução transformadora nessa área. Em que pese essa inquietante realidade, ao menos em contexto local podemos nos orgulhar por exibirmos, em nossa cidade, indicadores qualitativos que nos difere do padrão nacional, graças a inovadores projetos e ações voltados à Educação.

A Secretaria de Educação de Jaraguá do Sul adquiriu, nos últimos meses, cerca de 30 mil exemplares de livros, entre clássicos da literatura, educação financeira, empreendedorismo, literatura infantil, memórias, história e geografia. O investimento é de R$ 2,3 milhões, muito bem aplicados, diga-se de passagem.

De acordo com a Secretaria, o propósito da aquisição dos livros é incentivar o gosto pela leitura e intensificar a prática da escrita desenvolvida pelas escolas. Salienta, ademais, que ler é uma competência básica, mas que precisa ser desenvolvida. Bola branca.