Por Nelson Luiz Pereira _ conselheiro editorial do OCP

Manter a vida pulsando é a única vitória diária que faz todo o sentido. Para o ser humano, só o ‘milagre do sangue’ proporciona isso.

Todavia, se “a vida é tão rara” como bem prega a canção de Lenine, este fluido vital não precisaria ser tão escasso.

É justamente pela vida ser efêmera, que se deveria protegê-la e multiplica-la. Entretanto, a doação de sangue no Brasil, é 100% voluntária e, segundo pesquisas, é praticada por pífios 1,8% a 2,0% da população, e no país, paradoxalmente, mais católico do mundo.

Um índice baixo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a qual recomenda que, entre 3,5% e 5% dos habitantes de um país, deveriam doar sangue. A realidade brasileira revela que um contingente significativo de potenciais doadores não pratica o nobre ato da doação, por razões diversas que não fazem o menor sentido.

E os patéticos argumentos são os mais variados: risco de contaminação; se desenvolve a dependência de doar sempre; o organismo não recuperará a quantidade doada; o sangue poderá afinar ou engrossar; a doação fará com que se emagreça ou se engorde; sem ignorar o medo da agulha.

Se a falta de informação e conscientização da população já se configurava um limitador da doação, agora soma-se o efeito da pandemia. O Hemosc (Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina), unidade de Jaraguá do Sul, precisa de doadores.

O momento pede que se ignore tabus, crendices e atitudes levianas, e que se deixe aflorar o juízo de que doar sangue é doar vida. Tal atitude ‘é para quem tem sangue nas veias’.

Hematologistas estimam que cada doador pode salvar até quatro vidas. Então, que o caráter altruísta, voluntário, solidário e cívico, possam abastecer nosso Hemosc.

 

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