Editorial OCP News
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A pandemia que assola o mundo, coloca todos os seres humanos frente a uma tragédia comum. Cada um enfrenta e se relaciona de forma peculiar com ela. Portanto, em tempos de incertezas, ansiedade e dor, é natural que cada indivíduo busque sua proteção, sua luz e sua paz.

Se uma das características da sociedade moderna é, em maior proporção, prezar a razão em detrimento da fé, o momento de isolamento intensifica a prova da fé. Se por um lado, os ritos presenciais contribuem para demonstrar e alimentar a fé, por outro, a quarentena pode intensificar a autorreflexão.

As tradicionais celebrações do Corpus Christi, da religião cristã, deste ano, terão que se prostrar à razão das circunstâncias. No entanto, como bem pregava São Tomás de Aquino, “a razão não pode estar em desacordo com a fé, pois as duas caminham juntas, uma iluminando a outra, na busca pela verdade”.

A crise pandêmica impôs a todos, a razão do isolamento como momentâneo meio de sobrevivência, porém, a dimensão da fé transcende o isolamento. Os ritos presenciais não se darão em ruas e templos, mas poderão se dar nos lares e corações dos que nutrem sua fé. Significa, então, que a fé não precisa, necessariamente, estar ligada a qualquer doutrina.

Por essa perspectiva, o isolamento não pode retratar limitação da fé, mas esperança de novos tempos. Andar de mãos dadas com a razão e com a fé é a forma virtuosa de superação. A espera imposta pela quarentena é fato, é razão, mas a esperança por melhores dias, advinda da convicção e serenidade espiritual, é fé. E esta fé, além de cristã, poderá ser a fé na ciência, na fraternidade, no bem comum, na vida, no amor.

 

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