Editorial OCP News
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Por Nelson Luiz Pereira _ conselheiro editorial do OCP

Um dos princípios da justiça é assegurar tratamento isonômico às partes, isto é, tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na exata medida de suas desigualdades.

O método utilizado pelo governo do Estado, estabelecendo um mapa de risco por região, se mostrou assertivo enquanto a situação crítica era generalizada.

Com a curva se mostrando descendente, cabe agora uma classificação mais individualizada, possibilitando que cada município, além de seguir diretrizes e protocolos do Estado, adote suas próprias políticas e estratégias domésticas.

Jaraguá do Sul tem sido referência desde o início da pandemia, adotando um modelo diferenciado de gestão ao enfrentamento. Por isso, não se mostra nada isonômico continuar recebendo uma classificação unificada de risco para todos os municípios que integram a região nordeste.

Em que pese Joinville se enquadrar como situação gravíssima, esta não é a realidade de Jaraguá do Sul, como também não é a realidade dos demais municípios que integram a microrregião Amvali. No atual estágio da curva pandêmica do Estado, até soaria isonômico uma estratificação por microrregiões.

Ressalta-se que o Estado precisa reconhecer e confiar maior autonomia dos municípios na gestão sanitária. Uma solução justa, que respeitaria, sobretudo, as peculiaridades de cada município, no tocante à sua unidade social, sua cultura, sua organização, e sua estrutura e competência administrativa.

Nosso município tem alcançado os melhores indicadores do Estado. Foi pioneiro no estabelecimento de um Comitê Gestor adotando ações estrategicamente pensadas já no princípio da pandemia.

Então, se hoje apresentamos o mais baixo índice de letalidade entre as 13 maiores cidades do Estado, além da mais baixa curva de contágio, merecemos tratamento isonômico.

 

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