A visão utilitarista da maioria dos terráqueos para com o meio ambiente ainda não arrefeceu. Os impactos nocivos da ação do homem sobre o ecossistema não cessaram. O antropocentrismo segue implacável como doutrina dominante.

Ou seja, ainda impera, equivocadamente, o conceito e a condição de que o homem é o centro de tudo, e de que o meio ambiente deve lhe servir e satisfazer todas suas necessidades a qualquer custo.

Não obstante os pífios avanços, lamentavelmente ainda se sustenta a ideia de que a preservação do meio ambiente se situa na contramão do processo de produção, consumo e desenvolvimento. É preciso reatar a ruptura homem/natureza provocada pela espécie dita “sapiens-sapiens.”

Direcionando o foco para a realidade do nosso estado, estudos indicam que cerca de 23% do território catarinense é constituído de mata atlântica. No entanto, o índice de desmatamento tem crescido intensamente, a ponto do estado se situar em 4º lugar na ordem dos que mais desmatam no Brasil, sendo: Minas Gerais, Bahia, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.

Importante destacar que a mata atlântica constitui um recurso determinante para garantia da vida, preservação da água, fauna e flora.

Ajustando ainda mais o foco, agora para a realidade de Jaraguá do Sul, nos deparamos com um dado positivo: nosso município se encontra na contramão da situação estadual e nacional. Com 43,7% da vegetação preservada, o município tem demonstrado que sabe se desenvolver em sintonia com o meio ambiente. Mais uma importante referência a ser copiada.