Por Nelson Luiz Pereira _ conselheiro editorial do OCP

É notório e reconhecível que o Estado de Santa Catarina tenha, de forma geral, adotado medidas assertivas de prevenção e combate à Covid-19, desde o início da pandemia.

Também não se pode ignorar os investimentos na saúde, com adequação de estruturas e ampliação de leitos de UTIs em todas as regiões. Concomitantemente, buscou-se preservar emprego e renda das famílias.

O resultado disso, está retratado na última Matriz de Risco Potencial, atualizada nesta quinta-feira (24) pela Secretaria de Estado da Saúde, apontando que Santa Catarina já não conta com nenhuma região em estado gravíssimo.

Entretanto, o ponto a ser questionado agora, diz respeito ao método de gestão do risco, ancorado em regiões.

À medida que os números melhoram, é preciso avançar extrapolando-se por municípios ou, na pior das hipóteses, por microrregiões. Há uma semana, nosso município se enquadrava na Matriz de Risco como situação gravíssima, por estar inserido na região nordeste.

Não se coadunava com nossa realidade doméstica. Agora, a classificação baixou para risco grave, e continua não refletindo nossa particular realidade.

Portanto, engessar autonomia de municípios que têm feito a tarefa de casa, e apresentam risco baixo, é o equívoco do momento praticado pela Secretaria de Estado da Saúde. De qualquer forma, esse novo mapa de risco, permite à Prefeitura de Jaraguá do Sul, elaborar novo decreto de flexibilização.

Por outro lado, há uma realidade que não pode ser ignorada, sob risco de uma segunda onda. O vírus continua circulando no meio social, e só será erradicado com a adoção da vacina. Por isso, a medidas de prevenção seguem sendo indispensáveis. Não se pode relaxar nos cuidados.

 

Quer mais notícias do Coronavírus COVID-19 no seu celular?

Mais notícias você encontra na área especial sobre o tema:

Receba as notícias do OCP no seu aplicativo de mensagens favorito:

WhatsApp

Telegram Jaraguá do Sul