Por Nelson Luiz Pereira - conselheiro editorial do OCP

É certo que estamos atravessando uma crise humanitária, mas não estamos vivendo, pelo menos nesse momento, uma crise de humanidade.

enaltecemos aqui, os bravos incansáveis que compõem os pelotões de frente, assegurando-nos os recursos e serviços essenciais como saúde, segurança, transporte e alimentação.

Já dignificamos, também, a atitude solidária da classe empresarial, pelas importantes ações e doações direcionadas ao combate à Covid-19.

É chegada a vez de reverenciarmos a iniciativa e criatividade dos agricultores de nossa cidade e região que se reinventam e contornam esse momento contingencial.

Em tempos normais não nos damos conta de que quase totalidade dos alimentos de nossas mesas, passou pelas mãos de um agricultor. Ele é o responsável primário em suprir vidas nos lares, escolas, restaurantes e mercados.

Ocorre que esta calamidade também o atingiu economicamente, mas, isso em nada comprometeu seu senso de cidadania e solidariedade. Diante de queda de 40% verificada no consumo da cidade, nossos agricultores tomaram a louvável iniciativa de fazerem entrega de seus produtos a domicílio.

Estamos falando de cerca de 66 agricultores vinculados no Norte de Santa Catarina, cuja Cooperativa de Produção Agropecuária de Jaraguá do Sul (Copajas), não tem conseguido escoar a produção local desde o início das medidas de isolamento, por conta da pandemia.

Grande parte desses pequenos agricultores abastecem escolas, feiras e restaurantes, que cessaram seus pedidos. Estamos, portanto, testemunhando mais uma demonstração de que a crise pode até ser humanitária, porém, não precisa ser de humanidade.

São exemplos que contagiam e renovam nossas forças e a esperança em busca da superação.

 

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