Foto Arquivo Pexels
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O café é uma das bebidas mais apreciadas no Brasil e no mundo, e o seu consumo sempre levantou dúvidas quanto aos benefícios e/ou malefícios. No entanto, atualmente sabe-se que o café não deve ser considerado um vilão quando consumido dentro das recomendações diárias.

Estudos indicam que o consumo de café preto e sem açúcar pode até mesmo reduzir o risco de algumas doenças, entre elas as cardiovasculares. Muito se deve a algumas substâncias, como os antioxidantes, presentes na bebida.

Além disso, outros estudos associam o consumo de até quatro xícaras de café por dia com a melhora da atividade intelectual. Os resultados mostraram que o cérebro fica mais atento e ativo, diminuindo a sonolência e estimulando a memória, atenção e concentração.

No entanto, a composição química do café depende dos tipos de grãos utilizados. Desta maneira, esses efeitos descritos anteriormente vão depender da qualidade e quantidade dos compostos presentes na bebida, como a cafeína e os compostos fenólicos, por exemplo.

Do mesmo modo, o tipo de processamento do grão, o grau de torra e moagem, bem como o método de preparo do café (filtrado, expresso, fervido) pode contribuir para a diferença na composição química da bebida.

Pesquisas sugerem que o consumo de café pode também induzir a perda de peso. Esse efeito está relacionado ao aumento da termogênese e da lipólise, aumentando o gasto energético. Porém, existem evidências de que esse aumento depende da quantidade de cafeína ingerida.

A cafeína tem efeito broncodilatador, ou seja, pode levar a uma melhora do funcionamento dos pulmões, reduzindo a fadiga dos músculos respiratórios e/ou prevenindo sinais e sintomas de doenças pulmonares.

Consumo excessivo

O consumo moderado de cafeína parece não acarretar riscos para a saúde. Contudo, doses elevadas podem ocasionar efeitos negativos como taquicardia, palpitações, insônia, ansiedade, tremores, dores de cabeça e náuseas.

Alguns consumidores de café sentem desconfortos gastrointestinais após a ingestão da bebida. Por isso, o seu consumo pode ser considerado inadequado em algumas situações clínicas. A azia é o sintoma gastrointestinal mais citado e pode ocorrer devido ao estímulo da secreção ácida proveniente do estômago.

Outro fator é o efeito do café sobre a absorção do ferro. Algumas substâncias presentes no café (compostos fenólicos) possuem uma capacidade de interação com o ferro de origem vegetal e isso leva à redução na absorção desse mineral.

O café contém cafestol, por isso em determinadas situações existem relatos de que o seu consumo pode estar associado ao aumento dos níveis de colesterol. No entanto, essa substância só está presente no café não filtrado. Além disso, essa relação depende do estado de saúde da pessoa, como por exemplo, presença de fatores de risco para dislipidemias.

Outra influência conflitante é a do consumo de café durante a gestação. Por precaução, e pela necessidade de mais estudos sobre esta relação, recomenda-se a interrupção ou redução da ingestão de cafeína para o equivalente a uma xícara de café por dia durante a gravidez.

O equilíbrio é a chave de qualquer relacionamento. Nada em excesso faz bem. E isto serve também para a sua relação com os alimentos.