Atualmente, mais de 50% da população brasileira está com excesso de peso. Além disso, esses indivíduos costumam apresentar também dislipidemia, diabetes e hipertensão arterial, aumentando o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

As mudanças no estilo de vida da população, como dieta inadequada, estresse e sedentarismo, podem levar a esse quadro clínico.

Por isso, a orientação nutricional deve priorizar a normalização do peso corporal, bem como a redução dos níveis plasmáticos da fração LDL colesterol (colesterol ruim), triacilglicerois e a manutenção ou aumento da fração HDL-c (colesterol bom).

O que é o colesterol?

O colesterol é uma substância essencial e participa de inúmeros processos bioquímicos no organismo. Ele é um importante constituinte das membranas celulares, precursor dos ácidos biliares, de alguns hormônios e da vitamina D.

Um fato interessante é que grande parte do colesterol circulante é produzido pelo corpo (cerca de 70%) e somente o restante é obtido pela ingestão alimentar. Ou seja, a dieta não é um fator isolado para o aumento dos níveis de colesterol, fatores genéticos e ambientais também influenciam no surgimento das dislipidemias.

Existem inúmeros estudos, muitos resultados conflitantes e pouca conclusão quando o assunto é alimentação e doença cardiovascular.

Uns dizem que se faz necessário reduzir o consumo de gordura saturada (presente em alimentos de origem animal), outros dizem que é preferível substituir os tipos de gorduras (a saturada pela insaturada), há quem diga que o problema isolado está nos carboidratos refinados (açúcares, farinhas e massas) e também os que defendem o vegetarianismo para normalizar o perfil lipídico.

Infelizmente, em virtude das controvérsias e conflitos de interesse, pesquisadores, profissionais, acadêmicos e a população dividem opiniões, gerando muitas dúvidas e indagações do que realmente é mito ou verdade.

Mas o que é permitido e o que deve ser evitado?

O que se sabe é que os triacilglicerois (molécula de glicerol unida a três ácidos graxos) são a forma com a qual o corpo armazena gordura e o seu aumento plasmático pode ter relação com o consumo excessivo tanto de gorduras como de açúcares.

Além disso, as gorduras da dieta, sobretudo o excesso de ingestão de gorduras saturadas (carnes vermelhas gordurosas, embutidos, bacon, etc.), poliinsaturadas do tipo ômega-6 (óleo de soja e outros óleos vegetais) e gorduras trans (margarinas e alimentos industrializados), podem influenciar de maneira negativa os níveis de colesterol total, e das frações LDL-c e HDL-c.

Por outro lado, consumir gorduras poliinsaturadas do tipo ômega-3 (atum, salmão, pescada branca, sardinha e arenque), monoinsaturada (castanhas, nozes, amêndoas, azeite de oliva e abacate), fibras (frutas, verduras e legumes) e antioxidantes (vitamina A, vitamina C, vitamina E, zinco e selênio) podem influenciar positivamente os níveis de colesterol total, LDL-c e HDL-c.

Tenha equilíbrio, esse é o segredo para uma alimentação saudável. Variar os alimentos e grupos alimentares, para que você consiga consumir diferentes nutrientes ao longo da semana, é a chave para a prevenção de inúmeras doenças.

Quer receber as notícias no WhatsApp?