A alimentação é essencial para a saúde e o bem-estar, e ela envolve muito mais do que o ato de comer. Para ter hábitos saudáveis, o segredo é comer “comida de verdade”. Seguir essa regra é um bom começo para você deixar de consumir quantidades excessivas de açúcar, gordura, sal e aditivos químicos.

O que é “comida de verdade”? É tudo o que vem das plantas e dos animais: frutas, verduras, legumes, leguminosas, grãos, castanhas, ervas e especiarias, carnes, ovos, leite e derivados. É quando você compra um alimento e, para consumi-lo, você precisa lavar, descascar, cortar e cozinhar.

Pare para analisar a lista de ingredientes dos produtos industrializados e você encontrará muitos nomes esquisitos e pouco familiares. Já existem indícios de que esses aditivos químicos sejam um dos responsáveis por adoecer a população. Do contrário, preparando a própria comida, ao invés de apenas abrir pacotes, latas e caixas, você passa a ter uma noção mais clara do que está ingerindo.

Lista de ingredientes de um produto

Você sabe como fazer a leitura dos rótulos dos alimentos? A lista de ingredientes está em ordem decrescente, ou seja, o primeiro ingrediente é o que tem em maior quantidade. Dessa forma, você consegue identificar se o que diz na embalagem é o que realmente compõe aquele produto.

Um exemplo? Se você compra um pão integral, você espera que o primeiro ingrediente seja farinha integral e não farinha branca. Outro exemplo? Se você compra um cereal matinal, você espera que o primeiro ingrediente seja um cereal e não farinha e/ou açúcar. Fuja das pegadinhas!

O mito de que ser saudável sai caro faz muita gente virar a cara para a ideia de uma alimentação mais equilibrada. Alguns alimentos como o arroz, feijão, leite, carnes, massas e café passam por algumas etapas antes de você comprar. Isso inclui os processos de secagem, moagem, pasteurização, resfriamento e congelamento. Mas, uma vez adquiridos, você precisa prepará-los para o consumo, ou seja, colocar a mão na massa na cozinha da sua casa. Essa é a principal diferença entre um alimento e um produto pronto para o consumo.

No entanto, fica difícil fugir da praticidade dos congelados, enlatados, instantâneos e uma série de produtos impregnados de cor e sabor, que surgem a cada ano prometendo a tão sonhada economia de tempo. Pense no alimento como um todo. A indústria não consegue reproduzir o sabor, a cor e a textura dos alimentos frescos e, para isso, ela adiciona elementos artificiais que, até o momento, não se sabe se são seguros para a saúde.

Além disso, uma alimentação com mais comida de verdade faz bem para a natureza. Isso porque utiliza menos pacotes, latas, caixas e plásticos, reduzindo a quantidade de resíduos, ou seja, mais alimentos frescos equivalem a mais cascas, folhas e bagaços que se deterioram mais rapidamente na natureza e que também podem ser reaproveitados.

Ficou em dúvida do que escolher nas prateleiras dos supermercados? Se você localizar na lista de ingredientes o nome de alguma substância que você não encontraria na despensa da sua casa (corantes, edulcorantes, aromatizantes, estabilizantes, emulsificantes, conservantes, realçadores de sabor, xaropes, amido modificado, gordura vegetal, gordura trans, entre outros) evite comprar o produto.