O MDB bateu o martelo para apoiar a candidatura de Carlos Moisés à reeleição em Santa Catarina. Durante reunião, na noite de segunda-feira (20), os integrantes da executiva do Manda Brasa indicaram o nome do empresário Antídio Lunelli como vice na aliança.

A sigla chegou ao entendimento de que o ex-prefeito de Jaraguá do Sul é capaz de unir o partido. Além disso, ele também é visto como uma liderança apta a trazer apoio de outros segmentos da sociedade à reeleição do governador.

Lunelli, que há mais de um ano percorria o interior de Santa Catarina, já vinha defendendo a importância da unidade interna do partido e aceitou a indicação do MDB.

“Vamos trabalhar unidos para reeleger o governador e contribuir com Santa Catarina. Ninguém mais do que eu se doou pela candidatura própria, mas o cenário mostrou que essa não é a melhor possibilidade no momento. Decisão tomada, o MDB e o Moisés podem contar comigo, estarei em campanha dia e noite. O meu sonho e do MDB de voltar a ser protagonista não acabou, ficou para 2026”, disse sendo aplaudido.

Entre os próximos passos de Lunelli, além da intensificação das agendas com Carlos Moisés, está uma conversa com seus apoiadores a fim de conseguir o engajamento de todos.

Vaga ao Senado

Sobre a indicação do partido para a vaga ao Senado, os membros da executiva decidiram que a escolha acontecerá nos próximos dias.

Combustíveis e privatização

O deputado federal Fabio Schiochet (UB) presidiu ontem a audiência da Comissão de Minas e Energia (CME) que recebeu o ministro Adolfo Sachsida. O ministro de Minas e Energia atendeu a um convite feito por Schiochet que preside a CME. A pauta da audiência girou em torno da política de preços dos combustíveis e da privatização da Petrobras. No início de sua trajetória como ministro, Sachsida anunciou que o ministério iniciaria uma série de estudos sobre a viabilidade de uma eventual privatização da estatal brasileira. Deputados governistas e de oposição fizeram uma série de perguntas sobre os temas, todas respondidas pelo ministro.

Mercado

A questão dos preços dos combustíveis foi encarada por Sachsida como uma questão de mercado. Para ele, a competitividade é essencial para regularizar os preços, ou seja, sem competição, não só os preços no mercado serão altos como também os lucros exorbitantes da Petrobras continuarão em trajetória ascendente. “Quem tem que decidir o preço é a empresa. Cabe a nós como governo desenharmos marcos legais, aprová-los em parceria com o Congresso Nacional, de tal maneira a gerar competição e, gerando competição, diminuir o preço ao consumidor. Porque se não for assim, não me parece que será uma decisão sustentável”, afirmou Sachcida.

Nota de repúdio

A Procuradoria da Mulher da Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul emitiu nota de repúdio ontem sobre o caso da menina catarinense de apenas 11 anos, grávida em decorrência de estupro, que teve o pedido de interrupção da gestação formulado por sua responsável legal negado pela Justiça de Santa Catarina. De acordo com a nota das procuradoras Nina Santin Camello e Sirley Maria Schappo, dentre as situações em que a legislação brasileira autoriza a interrupção da gravidez, estão a violência sexual e o risco de vida para a gestante. Porém, durante audiência, a juíza Joana Ribeiro Zimmer teria impedido que a vítima e sua mãe reconsiderassem a opção de aborto.

Desdobramentos

Na nota elas citam que: “É doloroso assistir à postura da magistrada e da promotora durante a audiência. As profissionais parecem ignorar que estão diante de uma criança, que terá danos em sua saúde física e emocional.” Sirley e Nina encerram a nota em nome da Procuradoria da Mulher destacando que repudiam as atitudes da juíza e da promotora neste caso e manifestam solidariedade à menina e a sua mãe. E que devem seguir acompanhando “os desdobramentos desse triste episódio do judiciário catarinense.”