A Coluna Plenário segue nesta sexta-feira (9) com as entrevistas dos candidatos a prefeito de Jaraguá do Sul.

A ordem dos três entrevistados foi seguida pela disponibilidade de agenda de cada candidato. O primeiro entrevistado foi Ivo Konell (PRTB) ontem, seguido de Leandro Schmöckel (NOVO) nesta sexta-feira e Antídio Lunelli (MDB) no sábado.

Leandro Schmöckel tem como vice o comandante Gonçalves, também do NOVO, e a chapa leva o nome de “Jaraguá merece mais”.

Confira a entrevista:

Plenário - O NOVO vem com uma candidatura de chapa pura. Isto se deve por conta do partido ter um posicionamento diferente dos outros?

É um alinhamento nacional do NOVO no Brasil inteiro porque os outros partidos não têm os mesmos princípios e valores definidos tanto para seus filiados como para a comunidade como nosso partido tem.

Sobre as coligações, a maioria se juntou para vencer a qualquer custo e depois acontece um rateio de secretarias entre os coligados. Nosso projeto é de longo prazo voltado à comunidade para que ela se sinta representada.

Plenário - Como é fazer uma campanha com a renúncia dos fundos eleitoral e partidário, já que os demais partidos usam estes recursos?

Só o NOVO não utilizará os fundos eleitoral e partidário que este ano devem repassar R$ 2,9 bilhões para a campanha eleitoral. Estes recursos deveriam ser destinados a ações para educação, saúde e segurança da população e não financiar partidos políticos.

Nosso partido renuncia estes fundos por entender que as campanhas eleitorais devem ser realizadas com recursos de doações. Nossa arrecadação para a campanha é feita por meio da comunidade, vem de doações de empresários e outras pessoas que acreditam no nosso projeto.

Também temos nossa vaquinha online, além de eventos. É lógico que nosso orçamento é bem mais enxuto. Do limite de R$ 270 mil para a campanha à majoritária, devemos investir metade desse valor [cerca de R$ 130 mil]. E cada vereador corre atrás do seu. Isso é suficiente para colocar uma campanha de pé.

Plenário - O que o você destaca em seu plano de governo para esta candidatura?

Temos nosso plano de governo separado pelos pilares da eficiência, proximidade e prosperidade. Na questão da eficiência, queremos fazer uma gestão sem rateio de cargos. Queremos pessoas qualificadas nos cargos da administração melhorando o atendimento da população.

Sobre a proximidade, queremos fazer um governo mais perto da população. Teremos um observatório de inteligência em que o vice, Coronel Gonçalves, deve comandar e captar as necessidades da população.

Através da análise das necessidades, pretendemos devolver projetos com prioridade para cada bairro. Também queremos ter o prefeito mais de perto da população, além disso, vamos criar o chamado “Poupa tempo” para que as pessoas possam utilizar um ponto central da cidade para resolver as questões relacionadas à Prefeitura.

Na educação, pretendemos oferecer mais vagas em creches por meio de convênios com creches comunitárias e particulares. Na questão da prosperidade, nos últimos 5 anos perdemos mais de 5 mil postos de trabalho com carteira assinada no município e precisamos recuperar estas vagas.

Também queremos tratar o Samae de uma forma diferenciada e fazer com que o seu superavit seja repassado à população na forma de desconto das tarifas. Também queremos fazer a regularização de 140 loteamentos ajudando famílias que esperam há anos por isso.

Plenário - Com a pandemia, como foi planejada a campanha para seguir as recomendações sanitárias e buscar o voto dos eleitores?

Estamos cumprindo tudo que determinam as autoridades sanitárias e a justiça eleitoral com os cuidados necessários como uso de máscara, álcool gel e distanciamento. Além disso, temos como recurso as redes sociais que auxiliam a chegar à toda a população. Mas em Jaraguá, nossa comunidade é muito olho no olho, quer conhecer o candidato.

Vale lembrar que é só de 4 em 4 anos que tem esse momento e a gente precisar sair à rua para apresentar a nossa proposta. Fazemos visitas para apresentar nosso projeto, também programamos caminhadas, panfletagem e carreata. Se fala em uma abstenção maior por causa da pandemia, mas acreditamos que nosso projeto político vai levar às urnas o público que simpatiza com nossas propostas.

Plenário - Você é jovem, em que um político com o seu perfil pode contribuir com a administração municipal?

Entendo que a gente pode trazer novas soluções para velhos problemas. Como por exemplo as creches, temos de resolver de forma simples, rápida e barata, não usando soluções antigas. A população quer que seus problemas sejam resolvidos e cabe ao gestor buscar isso.

Não podemos deixar a questão política interferir na eficiência do serviço público. Queremos desburocratizar os serviços e não aceitamos o aumento de impostos. Também pretendemos tornar cada vez mais o serviço público digital para facilitar a vida do cidadão. Um exemplo é o da telemedicina que pode agilizar o atendimento da população diminuindo as filas.

Plenário - Caso eleito, qual será sua prioridade na formação da equipe de secretários?

Nosso projeto é de selecionar pessoas habilitadas para exercer os cargos de secretários, diretores, gerentes e outros. Poderão participar da seleção pessoas da comunidade e funcionários de carreira, como fazemos quando definimos nossos candidatos a vereador. Haverá pré-requisitos para cada uma das vagas e é preciso de convergência com as premissas do partido.

Focamos na capacidade técnica, liderança e competência para exercer as pastas de primeiro e outros escalões do governo. Isso também vai nos auxiliar a atingir a meta de reduzir em 30% os cargos comissionados na Prefeitura.

Outra questão é que o NOVO é contra a reeleição, então, caso eleito não vou à reeleição, podemos até ir com outro nome do partido, mas não o mesmo candidato que já está no governo.

 

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