Desta quinta-feira (8) até sábado (10), a Coluna Plenário apresenta entrevistas com os três candidatos a prefeito de Jaraguá do Sul.

A ordem dos entrevistados foi seguida pela disponibilidade de agenda de cada candidato.

O primeiro entrevistado é Ivo Konell (PRTB) nesta quinta-feira (8) , seguido de Leandro Schmöckel (NOVO) na sexta-feira (9) e Antídio Lunelli (MDB) no sábado (10).

Konell tem como vice o Delegado Miotto, do PSL, e sua coligação é “A Experiência com segurança”.

Confira a entrevista:

Plenário - O senhor vem para esta campanha com a experiência de já ter sido prefeito. O que mudou de quando esteve na prefeitura para hoje?

O que vivenciei no passado é que me levou a ter experiência para mais esta candidatura. Fui secretário ao mesmo tempo de três pastas diferentes na época do prefeito Durval Vasel [1983 a 1989] e também fiz três faculdades.

Isso me ajudou a dar o meu melhor na política quando fui prefeito [1989 a 1993] e depois também para auxiliar a Cecília [esposa] no governo dela [2009 a 2012]. Nesta campanha, vamos mostrar tudo o que fizemos nos dois governos - meu e da Cecília - que chega a 60% das obras que têm hoje em Jaraguá.

Nos dois mandatos da família Konell, das nove pontes da região central do município, fizemos seis. Também construímos 150 salas de aula, 19 creches, 14 postos de saúde, 1944 apartamentos e 306 casas no setor de habitação. Vamos apresentar um material comparativo com os dois últimos governos do Dieter [Janssen] e Antídio [Lunelli] para mostrarmos o que fizemos.

Plenário - A aposta de um candidato mais experiente com outro iniciante na política para vice, pode dar certo? Por que?

Até perto das convenções partidárias estávamos com o intuito de disputar as eleições, cada um por seu partido.

Mas depois de diversas conversas, percebemos que tínhamos o mesmo propósito e isso nos motivou a tomar a decisão de formar uma coligação. Temos uma sintonia perfeita como candidatos a prefeito e vice.

Se tivéssemos optado por ir cada um por si, iríamos levar “chumbo” porque os votos iam acabar sendo pulverizados.

Nossa coligação teve uma ótima aceitação dos eleitores que enxergam a experiência e a juventude juntas por um mesmo objetivo. Também temos apoio declarado do presidente Bolsonaro e do vice Mourão e isso também nos fortalece.

Plenário - Quais são os destaques do seu plano de governo para esta eleição?

A proposta que estamos apresentando para a sociedade prioriza o social. Não queremos deixar nenhuma criança fora da creche e isso não é difícil - já fizemos no nosso governo. Na área da saúde também priorizaremos a extinção da fila de espera por exames e consultas.

Outra prioridade é o resgate da dignidade do servidor público. Vamos resgatar os direitos perdidos e valorizar o funcionalismo. Logo começaremos a distribuir o plano de governo e pretendemos enviar uma carta aos servidores municipais demonstrando nossas propostas para este setor.

Na área da infraestrutura, pretendemos construir mais 5 pontes na cidade: nas ruas Miguel Salai e Epitácio Pessoa, no Chico de Paula, na Barra do Rio Cerro e entre Jaraguá e Schroeder.

Plenário - Com a pandemia, como foi planejada sua campanha para seguir as recomendações das autoridades sanitárias e também buscar o voto dos eleitores?

Nossa preocupação é mesma de toda a comunidade. Estamos cumprindo rigorosamente todas as normas sanitárias nas reuniões que realizamos nos bairros e os eleitores estão bem conscientes dos cuidados.

Estamos realizando outros eventos de campanha como passeatas com panfletagem e no dia 22, pretendemos fazer um comício, no Rancho do Tonin.

Com esta pandemia, a internet ser tornou um instrumento indispensável. Se não tivéssemos essas ferramentas das redes sociais seria mais complicado por ter um tempo menor de campanha.

Plenário - O que o senhor acha que os eleitores esperam dos políticos neste momento, principalmente no município em que o prefeito e vereadores são tão próximos da população?

Já encontrei algumas pessoas que disseram que não querem saber de política. Mas aqui em Jaraguá do Sul, noto que os eleitores são conscientes, sabem da importância do voto, ainda mais numa eleição municipal em que que o voto deles têm o poder de mudar tudo.

Em razão da pandemia, neste ano em especial, temos uma preocupação maior com relação aos idosos que estão no grupo de risco da Covid e que não têm obrigação de votar, além de ter a pressão da família para não sair de casa. De outro lado temos os jovens, que não se interessam muito pela política e que por meio da internet, buscamos conquistar seus votos.

Plenário - Caso eleito, qual será sua prioridade na formação da equipe de secretários?

Pretendemos primeiro valorizar os servidores de carreira. Tem servidores altamente capacitadas para exercer as funções dos comissionados no governo. Na atual estrutura existem mais de 200 cargos comissionados.

Pretendemos reduzir este número em 30%, e isso é possível se contarmos com os servidores de carreira. Assim se gasta menos dinheiro público, já que quem paga a conta da máquina pública é o contribuinte.

Nossa vantagem é que temos uma coligação enxuta com apenas dois partidos e que também não tem esta questão de rateio de cargos para todos os partidos que estiverem junto na campanha.

 

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