A Coluna Plenário encerra neste sábado (24) a série de entrevistas com os candidatos a prefeito de Corupá. Neste sábado é a vez do candidato Luiz Carlos Tamanini (MDB).

A série iniciou na quinta-feira com a candidata Ana Paula Schulze (AVANTE) seguida na sexta-feira pela candidata Eliane Müller (PP). As entrevistas seguiram a ordem alfabética dos nomes dos candidatos.

O ex-prefeito Luiz Carlos Tamanini está na disputa em chapa pura do MDB com ex-vereador e empresário Claudio Finta como vice.

Confira a entrevista:

Plenário - O senhor vem com uma candidatura de chapa pura, é uma tendência do MDB nos municípios?

O MDB vinha conversando há muito tempo com o PP e com outros partidos, menos os que estão na prefeitura, até porque a gente sentia que a comunidade quer mudança. Temos um sentimento da população de quanto mais partidos, mais “gente pendurada” e é um consenso do MDB no Estado vir mais de chapa pura.

Então houve esse entendimento dentro do partido em Corupá também, mas claro, contamos com apoio de outros partidos para fazer a maioria na Câmara. Continuamos com o PSDB e temos o apoio branco de uma ala do PP. O nosso vice, Claudio Finta, é empresário e tem boa aceitação. Na nossa campanha também não usaremos dinheiro do fundo eleitoral. Sou contra este fundo que deve ser usado em favor do povo.

Plenário - A experiência de ter sido prefeito por quatro mandatos em Corupá o auxilia de que forma nesta candidatura? Mudou algo hoje em relação a última vez que o senhor esteve na administração do município?

O que eu sinto da comunidade é que a experiência vale muito. Nossa campanha está pautada em cima da experiência em gestão pública. Fui prefeito por quatro mandatos, além de ter sido vereador duas vezes e isto ajuda muito. O meu jeito de lidar com as pessoas faz com que eu tenha uma boa aceitação do eleitor.

Desde que fui prefeito pela última vez, noto mudanças na política, e eu inclusive mudei. A gente tem que inovar e fazer a gestão dos recursos e de pessoal, unindo os cargos de confiança com os de carreira. Precisamos também trabalhar com resultado. Temos que ser ágeis e acompanhar a iniciativa privada e estar sempre próximos da população.

Plenário - O que o senhor destaca do seu plano de governo para Corupá?

A primeira questão é a saúde, é preciso trazer resultado ao cidadão. Queremos acabar com a fila de espera de exames e consultas com especialistas e, para isso, podemos contratar empresas que realizem exames e até cirurgias aqui perto. Também vamos rever a gestão do Pronto Atendimento do município, que hoje tem reclamações.

Na educação, precisamos dar ferramentas para que os professores possam trabalhar com a tecnologia nas escolas. Outra questão é que o Município precisa comprar o prédio da escola São José [que fica no Centro e é alugado] para que a Prefeitura possa fazer as melhorias necessárias nesta unidade que tem 80 anos de história. Na educação infantil, vamos trabalhar na ampliação de vagas em creches.

Na agricultura, vamos priorizar a recriação da secretaria de Agricultura e Meio Ambiente que é essencial. Precisamos voltar com o programa de inseminação artificial e também implementar programas para castração de animais de rua. Quando fui prefeito, a gente tinha o programa “Porteira a dentro” e agora quero propor o programa “Até a porteira” para atender o agricultor no acesso da propriedade.

Também queremos incentivar a abertura de novas empresas na cidade com a criação de um terceiro condomínio industrial no bairro Itapocu. Os outros dois existentes, criamos na época que eu era prefeito. Também pretendemos apoiar as empresas existentes desde o comércio, indústria e turismo. Este último quero criar um programa específico para o turismo com isenção de impostos municipais para buscar junto da iniciativa privada investidores nesta área.

Na cultura, queremos reforçar nossa banda e escola de música e buscar junto do Ministério da Cultura recursos para restaurar prédios históricos do município.

Na infraestrutura, queremos voltar com o programa de pavimentação comunitária com mínimo de 70% de adesão e isenção para quem ganha até dois salários mínimos e áreas de app, além de desconto para áreas agrícolas de no mínimo 50%. No esporte, pretendemos incentivar as modalidades de lazer e de rendimento, desde o futsal, vôlei, basquete, trilheiros, campeonatos de bocha e escolares.

Plenário - Caso eleito, qual será sua prioridade para a formação da equipe de governo?

Queremos aproveitar ao máximo os funcionários de carreira que tenham um perfil técnico político. Esse é um acordo que temos entre o MDB e PSDB e será nossa prioridade. Pretendemos unificar algumas secretarias com áreas afim, passando de sete para cinco, no máximo. Tenho como lema fazer mais com menos, para termos resultados dentro da administração.

 

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