Os vereadores aprovaram na sessão de terça-feira o projeto que autoriza a Prefeitura de Jaraguá a destinar R$ 1,2 milhão à Defesa Civil para preservação e manutenção de áreas de risco no município.

Em abril, o vereador Luís Fernando Almeida (MDB) havia apresentado uma indicação para que fossem realizados estudos para desinterdição dos imóveis que estão definidos como “áreas de risco”.

Segundo Almeida, o intuito é viabilizar de forma social todo o trabalho geológico e estrutural, tanto do solo quanto do próprio imóvel, tendo em vista que vários locais não apresentaram problemas desde as interdições.

“Muitas dessas áreas acabaram tendo o seu grau de risco potencializado por excesso de cautela. Com a aprovação desta matéria, muitas famílias serão desafetadas com os problemas que vem enfrentando há anos”, salienta.

Em 2018 quando Almeida era diretor de Habitação da Prefeitura foi realizado o Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR) e por meio deste estudo apontou-se que houve uma redução no número de áreas consideradas de alto risco para ocupação.

“Tivemos mais de quatro mil imóveis desafetados na época. Consequentemente a economia poderá girar”, frisou o parlamentar sobre a possibilidade de as famílias regularizarem e reformarem os imóveis com a mudança de classificação de risco desses terrenos.

Conforme o vereador, o trabalho, embora almeje desinterditar as áreas, também deverá ser responsável por tratar da segurança das famílias que estão nesses locais.

Infraestrutura em SC

O ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas se comprometeu em criar um modelo específico para avaliar as demandas catarinenses na área, medida que atende a uma reivindicação antiga da Fiesc. O compromisso foi assumido pelo ministro durante reunião semipresencial, com a participação da Bancada Federal Catarinense, do governador Carlos Moisés e de lideranças empresariais, ontem.

No encontro, o presidente da Fiesc Mario Cezar de Aguiar, apresentou as contribuições catarinenses ao Plano Nacional de Logística, que estava em consulta pública. As propostas apresentadas têm o apoio do Conselho das Federações Empresariais de SC (Cofem).

Para Aguiar, a reunião foi importante para apresentação das questões peculiares do Estado. ”Temos sempre defendido que SC precisa ter um banco de projetos para atração de investimentos privados, sejam nacionais ou internacionais. Não há recursos governamentais suficientes para atender a demanda necessária”, afirmou Aguiar.

Recomposição

Diante da falta de recursos para executar as obras que o país precisa, o ministro pediu apoio da bancada catarinense para a recomposição do orçamento. Há dois projetos de lei orçamentária que tramitam no Congresso e vão permitir a suplementação de recursos. Com isso, podem ser devolvidas verbas cortadas da infraestrutura. Essa negociação está sendo conduzida pelo líder do governo no Congresso, o senador Eduardo Gomes.

Ferrovias

Freitas também fez um apelo aos senadores catarinenses para que ajudem a aprovar o projeto de autorização de ferrovias, que tramita no Senado. Segundo o munistro, existem investidores privados interessados e com a aprovação do projeto será possível destravar R$ 30 bilhões de investimentos ferroviários. Freitas informou que está em discussão a renovação ferroviária da malha sul e isso vai atender a uma demanda catarinense. O ministério projeta a repotencialização do ramal de Cruz Alta e Uruguaiana e a ligação com o Porto de Rio Grande e a recuperação de todo o tronco sul, atravessando RS, SC e PR até chegar no terminal de Sumaré, em SP, com ramal ferroviário para o Porto de São Francisco.

Nova Executiva

O diretório do PSL catarinense se reuniu esta semana para para compor a nova executiva. Segundo o presidente, deputado federal Fabio Schiochet, o PSL trouxe para a nova composição prefeitos e vice prefeitos para fortalecer a representatividade daqueles que conduzirão o futuro do partido.

Focando nas eleições de 2022, Schiochet disse que o partido trabalha pelo seu fortalecimento em Santa Catarina e no momento se concentra na montagem das nominatas para deputado estadual e federal e, como é natural, conversam com diversas frentes para a majoritária.