Quando alguém fica doente e apresenta sinais, vai em busca de um médico. Ele examina e dá o prognóstico, com as medidas que devem ser tomadas a fim de exterminar a doença. O mesmo acontece com as construções.

Quando uma edificação apresenta sinais de problemas, como fissuras ou manchas, deve-se procurar um profissional que examine a situação e determine as providências necessárias. Esses sinais são conhecidos como patologias.

Uma das patologias mais recorrentes e mais prejudiciais à saúde dos ocupantes é a umidade, que pode ser encontrada em diversos elementos da construção, como fachadas, pisos, paredes, gerando grandes problemas à edificação.

Há diversas origens para a umidade em pisos e paredes (mas nem sempre são identificáveis), a principal delas é a chuva, mas também pode ser oriunda de vapor, capilaridade (quando a umidade vem do solo), de vazamentos de redes de água e esgoto ou por condensação e ocasiona diversas implicações como manchas, oxidação (ou ferrugem quando afeta o ferro), mofo ou bolor (devido à presença de fungos) eflorescência (formando um deposito de sal na superfície da alvenaria), entre outros.

A umidade nas construções representa um dos problemas mais difíceis de serem resolvidos dentro das ciências da construção civil, mas para algumas implicações, de modo geral, há reparos que são recomendados. No caso da presença de umidade, deverá ser consultado um profissional especializado que analisará a patologia e indicará as ações necessárias para reparar.

Para combater a umidade na obra são necessários métodos de vedação, ou seja, impermeabilização, que tem por finalidade proteger as construções contra a ação de fluidos (água principalmente), vapores e umidade.

O foco da impermeabilização está voltado para áreas de maior contato com a água, como por exemplo: banheiros, piscinas, subsolos, fundações, reservatórios e paredes. Cada ambiente recebe o tipo de impermeabilização adequada para combater a umidade.

Impermeabilizações são divididas em rígida e flexível, sendo as do tipo rígidas recomendadas para as partes mais estáveis da edificação (como fundação, pisos internos e piscinas), já as do tipo flexível são indicadas para as demais áreas, sujeitas a movimentações e variações térmicas (como lajes, banheiros, cozinhas, terraços e reservatórios).

As impermeabilizações rígidas são vendidas como aditivos químicos, para acrescentar na argamassa ou aplicadas em forma de pintura. São exemplos de impermeabilizações rígidas as argamassas impermeabilizantes e as resinas epóxis.

As impermeabilizações flexíveis, por sua vez, são encontradas principalmente em forma de mantas, como a manta asfáltica ou mantas de PVC, ou membranas moldadas no local, como as membranas asfálticas.

Artigo escrito pelas arquitetas e urbanistas Jeanita Bonato (CAU/SC A135996-7) e Mariana Silva (CAU/SC 199214-7).

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